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Celular para bala e salva vida de comerciante durante assalto em Maceió

Celular usado por comerciante ficou com a marca da bala - Divulgação/Polícia Civil de Alagoas
Celular usado por comerciante ficou com a marca da bala Imagem: Divulgação/Polícia Civil de Alagoas

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

25/04/2021 17h33

Um comerciante usou o celular para se proteger de um tiro de revólver durante um assalto contra o estabelecimento comercial dele, localizado no bairro Clima Bom, parte Alta de Maceió, ocorrido na noite de ontem.

Os criminosos, que estavam vestidos de gari para disfarçar, de acordo com informações da polícia, entraram no estabelecimento, que comercializa laticínios, e anunciaram o assalto.

Em seguida, eles dispararam contra o proprietário. Ao reagir, a vítima colocou o aparelho na frente da arma e conseguiu deter a bala, segundo a polícia. Um segundo disparo atingiu uma parede.

"O proprietário foi salvo pelo próprio celular, pois um disparo atingiu seu telefone. O aparelho estava na mão do comerciante, e ele o colocou na frente da arma", contou o delegado da Polícia Civil de Alagoas, Fábio Costa, da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Maceió).

De acordo com o delegado, o comerciante não se feriu e ainda conseguiu reagir ao assalto. Ele pegou uma arma de fogo legalizada, que estava guardada no estabelecimento, e atirou contra os assaltantes. Um assaltante morreu no local, e o outro conseguiu fugir.

Durante a fuga, o segundo assaltante entrou em confronto com uma equipe de motocicleta da Rádio Patrulha da Polícia Militar. O criminoso pulou um muro de uma casa e se escondeu no quintal, segundo a polícia.

Sempre de acordo com os agentes, moradores apontaram onde o homem estava. Ele disparou contra a polícia, que revidou. Ele foi socorrido para o Hospital Geral do Estado, no bairro Trapiche da Barra, onde morreu.

A Polícia Civil de Alagoas informou que os dois suspeitos do crime estavam armados com revólveres calibre 38. As armas foram apreendidas.

A vítima, após prestar depoimento, na madrugada de hoje, foi liberada porque o ato foi considerado pela polícia como legítima defesa.

"Como o comerciante tinha uma arma de fogo legal, registrada em seu nome, que poderia estar em seu estabelecimento, ao ouvirmos a versão dele e a dos policiais militares. Não havendo nenhuma informação contrária que colocasse em dúvida aquela versão, nós reconhecemos a legítima defesa por parte do comerciante e o liberamos", explicou Costa.

O delegado informou que a DHPP de Maceió vai ouvir outras testemunhas do caso, durante a semana, para dar prosseguimento ao inquérito.

O UOL tentou contato com o proprietário do estabelecimento comercial, mas foi informado por familiares que ele estava abalado com o ocorrido e não iria dar entrevistas. Eles pediram para os nomes do estabelecimento e do proprietário fossem preservados.

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