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Jacarezinho: 'Não podemos naturalizar a banalização da vida', diz defensor

7.mai.2021 - Manifestação em protesto contra a operação da Polícia Civil que deixou 25 mortos no morro do Jacarezinho - Daniel Castelo Branco/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
7.mai.2021 - Manifestação em protesto contra a operação da Polícia Civil que deixou 25 mortos no morro do Jacarezinho Imagem: Daniel Castelo Branco/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

07/05/2021 18h58

"Essa quantidade de mortes só é aceitável para quem banaliza a vida e a morte", disse hoje o ouvidor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Guilherme Pimentel, em entrevista ao UOL News. Ao comentar a chacina do Jacarezinho, que aconteceu ontem, Pimentel ainda fez um apelo para que as pessoas não naturalizem esta banalização.

Guilherme Pimentel explicou que a Defensoria Pública do Rio está entrando em contato com os moradores do Jacarezinho para identificar todas as vítimas, incluindo além dos mortos pessoas que possam ter tido outros direitos violados durante a ação policial.

Ao menos 25 pessoas foram mortas durante uma ação da Polícia Civil na favela, sendo um policial e 24 moradores do local. Os corpos das vítimas só chegaram ao IML (Instiuto Médico Legal) na tarde de hoje.

O ouvidor da defensoria afirmou também que o órgão está em contato com o Ministério Público para cobrar medidas que garantam que as investigações da chacina serão feitas de maneira independente.

O pedido de uma investigação imparcial também foi feito pela ONU (Organização das Nações Unidas). A organização defendeu que as autoridades precisam garantir a proteção das testemunhas.

A operação da polícia, fortemente criticada por entidades de defesa dos direitos humanos, foi defendida pelo secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, que a classificou como "técnica e madura". A ação também foi defendida

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