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Falso 'sugar daddy' é preso acusado de ameaçar e estuprar mulheres no DF

Na casa do suposto "sugar daddy" foram apreendidos aparelhos eletrônicos e dinheiro  - Reprodução/Polícia Civil-DF
Na casa do suposto "sugar daddy" foram apreendidos aparelhos eletrônicos e dinheiro Imagem: Reprodução/Polícia Civil-DF

Nathalia Zôrzo

Colaboração para o UOL, em Brasília

12/05/2021 19h27Atualizada em 12/05/2021 19h27

Um homem de 45 anos que se passava por "sugar daddy" em um site de relacionamentos foi preso ontem pela Polícia Civil do Distrito Federal após acusações de estupro feitas por sete mulheres.

Segundo as investigações, o suspeito fingia ser milionário para atrair as vítimas na plataforma "Meu Patrocínio", mas na verdade era desempregado e morava com a mãe em Goiânia.

O "Meu Patrocínio" é um site de relacionamentos específico para homens mais velhos interessados em relacionamento com mulheres jovens, em troca de presentes ou dinheiro para elas. Nessa página, os homens são identificados como "sugar daddy" e as mulheres são as "sugar baby".

O homem, que não teve a identidade revelada, é acusado de ter cometido pelo menos sete estupros, agindo sempre da mesma forma.

"Ele procurava mulheres no site com idade média de 21 anos e as convidava para ir a um motel. Lá, inicialmente eram praticados atos sexuais consentidos, mas depois ele obrigava as vítimas a fazer coisas que elas não queriam", explica a delegada Carolina Litran, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher.

O homem ainda filmava todo o encontro no quarto, com uma câmera escondida, e depois usava essas imagens para chantagear as vítimas. Segundo a polícia, ele procurava as vítimas dois ou três dias depois e dizia que se elas não se encontrassem com ele novamente iria expor o vídeo nas redes sociais.

Em um dos casos, de acordo com a delegacia, a vítima se submeteu a atos sexuais por videochamada para não ter as imagens íntimas publicadas, o que configura o chamado estupro virtual.

De acordo com as investigações, os crimes começaram em julho do ano passado e duraram até março deste ano, quando uma das vítimas decidiu denunciar o caso. A partir dela, a delegacia chegou até as outras mulheres lesadas. Todas reconheceram o homem e a polícia procura ainda por mais possíveis vítimas do falso "sugar daddy".

O suspeito está preso preventivamente e vai responder por estupro e ameaça em sete processos.

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