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STJ decide manter bloqueio de ação penal contra padre Robson

Padre Robson de Oliveira é investigado por lavagem de dinheiro em Goiás - Reprodução/Facebook/Padre Robson de Oliveira
Padre Robson de Oliveira é investigado por lavagem de dinheiro em Goiás Imagem: Reprodução/Facebook/Padre Robson de Oliveira

Do UOL, em São Paulo

23/05/2021 18h06Atualizada em 24/05/2021 09h13

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve o bloqueio de uma investigação contra o padre Robson de Oliveira, suspeito de participar de um esquema que desviou R$ 120 milhões doados por fiéis da Afipe (Associação Filhos do Pai Eterno) para a construção de uma nova Basílica na cidade de Trindade (GO).

O pedido para que a decisão fosse reconsiderada é do MP. Em sua decisão, o desembargador Olindo Menezes disse que o órgão usou provas obtidas de forma ilegal para investigar o caso. Segundo a apuração do MP, o dinheiro desviado foi usado para a compra de bens, como fazendas e casa na praia.

O MP ainda aponta que o padre Robson é o "líder do suposto grupo criminoso". A denúncia foi realizada em dezembro do ano passado no âmbito da Operação Vendilhões.

A defesa de padre Robson alega que ele foi vítima de crimes de extorsão por um hacker que invadiu computadores e celulares do padre. Em troca do silêncio, o hacker pediu a soma de R$ 1,5 milhão, mas, posteriormente, foi condenado pelo crime.

"Constata-se que também encontra plausibilidade jurídica a arguição defensiva no sentido de haver ilicitude da prova extraída por meio da devassa de dados do paciente, com a finalidade de chantageá-lo, tendo sido condenado o agente que fez a extorsão. Todavia, ainda assim, houve o compartilhamento desses dados, que foram ilegalmente utilizados pelo Ministério Público para iniciar a persecução", considerou Olindo Menezes.