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3 meses

Incêndio no Juquery é extinto e vídeos de ação revelam perigo e destruição

Incêndio no Parque do Juquery devastou mais de 80% dos 1.927 hectares de área - Reprodução/Facebook/Prefeitura Municipal de Franco da Rocha
Incêndio no Parque do Juquery devastou mais de 80% dos 1.927 hectares de área Imagem: Reprodução/Facebook/Prefeitura Municipal de Franco da Rocha

Ed Wanderley

Do UOL, em São Paulo

24/08/2021 20h32

Após destruir mais de 80% da cobertura vegetal do Parque Estadual Juquery, o incêndio que durou três dias na região de Franco da Rocha (SP) foi extinto, informa o Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, ainda restam braseiros, mas que serão feitas rondas noturnas para evitar que novos focos de chamas se iniciem, como ocorreu ontem, quando o fogo foi considerado controlado e o parque estava ainda 60% comprometido, mas diversos focos voltaram a queimar.

A prefeitura de Franco da Rocha chegou a informar o controle do fogo, após 40 horas de trabalho, nesta terça-feira e confirmou a dimensão da devastação de área ambiental. Cerca de 70 bombeiros e 60 brigadistas atuaram no local para combater as chamas.

Imagens assustadoras

Enquanto ajudavam a apagar as chamas dos incêndios no Parque do Juquery, que fica em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, bombeiros militares se viram cercados pelo fogo. Tudo foi transmitido pela página do Facebook do Corpo de Bombeiros de São Paulo e posteriormente compartilhado nas redes sociais do Major Palumbo, que estava no local. Enquanto ele gravava o helicóptero jogando água sobre o fogo, avisa: "Atenção aí que vai vir uma fumaceira". Em seguida, as labaredas parecem ficar maiores e ele alerta aos outros profissionais que o fogo estava chegando pela direita.

No vídeo, dá para ver muita fumaça. É possível ver quando a câmera é virada para as chamas altas e o major diz que eles estavam ficando "literalmente cercados pelo fogo". As imagens assustam, mas os bombeiros militares, brigadistas e voluntários do parque conseguem escapar enquanto eles mesmos tentavam controlar as chamas. Ao UOL, a assessoria do Corpo de Bombeiros disse que não houve feridos no incêndio.

Desespero durante ação

Foi em um domingo quando o fogo iniciou no parque estadual, sob a suspeita de que um balão havia caído na mata - que nesta época do ano, sem chuva, costuma fica mais seca, o que facilita no alastramento das chamas. Ao menos 11 pessoas foram detidas suspeitas de soltaram balões no estado de São Paulo.

"Olha o que o criminoso do baloeiro conseguiu fazer mais uma vez com uma riqueza do nosso município. Mais de cinco horas aqui, exausto. Muitos colegas não aguentaram, sentiram desmaio, desmaiaram. Foram reanimados e estão lá de novo", diz chorando o guarda civil municipal Adelson Oliveira, em um vídeo publicado em seu perfil do Facebook.

Nas imagens, ele mostra as chamas ainda muito altas e volta a chorar. "O que mais dói é [que] daqui a gente ouve o grito dos 'bichinhos' lá embaixo pedindo socorro e a gente não consegue ajudar. A gente não pode entrar lá para salvar o bicho, senão a gente morre queimado".

Clamando para que as pessoas não soltem balão, ele fala sobre os casos de tatus encontrados e cobras agonizando no local, além de agradecer o apoio dos moradores que estavam levando mantimentos.

Como denunciar

A atividade de baloeiros pode ser denunciada no estado de São Paulo por meio dos telefones 190 (Polícia Militar) e 181 (Disque-Denúncia).

Em caso de emergências envolvendo balões, os números adequados são 199, da Defesa Civil, ou 193, do Corpo de Bombeiros.

Além disso, o governo do estado disponibiliza o aplicativo Denúncia Ambiente, canal online para comunicar crimes ambientais, possibilitando o envio de fotos e descrição da ocorrência.

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