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2 meses

Grupo criminoso que movimentou R$ 2 bi é alvo de ação da PF contra tráfico

Imagem de arquivo; policiais federais cumprem 247 mandados de prisão e 249 de busca e apreensão - Agência Brasil
Imagem de arquivo; policiais federais cumprem 247 mandados de prisão e 249 de busca e apreensão Imagem: Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

05/10/2021 10h27

A PF (Polícia Federal) deflagrou hoje, em Uberlândia (MG), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas e de armas de grosso calibre e lavagem de dinheiro. Conforme as investigações, os suspeitos movimentaram mais de R$ 2 bilhões como resultado das atividades criminosas nos últimos dois anos.

Policiais federais cumprem 247 mandados de prisão e 249 de busca e apreensão, além de outras medidas como sequestro de bens e bloqueio de contas correntes nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas, Tocantins e Espírito Santo. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia.

"A organização operava um estruturado esquema de tráfico de drogas e preparava entorpecentes para comercialização, mediante emprego de insumos químicos adquiridos por meio de empresas regularmente cadastradas. No período de sete meses, foram comprados, no mercado regular, insumos capazes de manipular mais de 11 toneladas de cocaína", informou a PF em comunicado divulgado.

A droga era distribuída a várias regiões do país, em especial aos estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Tráfico de armas

Conforme as investigações, o grupo também atuava no tráfico de armas de fogo de grosso calibre. Em março de 2020, foi apreendido um carregamento de 8 fuzis e 14 pistolas em Uberlândia.

O armamento era destinado a grupos da região do Triângulo Mineiro, especializados no tráfico de drogas e roubos a banco, assim como a uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

"Os investigados utilizavam veículos especialmente preparados para o transporte das armas, com emprego de batedores durante os seus deslocamentos", disseram as autoridades.

Esquema de lavagem de dinheiro

Para dissimular a origem criminosa do patrimônio, o grupo usava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com a utilização de empresas de fachada e a aquisição de postos de combustíveis, hotéis, fazendas, imóveis, veículos e embarcações de luxo.

As contas bancárias e bens identificados foram bloqueados por determinação judicial, assim como cerca de uma centena de imóveis.

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