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Mulher é presa suspeita de chantagear padre após flagrar papo com marido

Padre pertence à Diocese de Catanduva, no interior de São Paulo - Reprodução/Google Street View
Padre pertence à Diocese de Catanduva, no interior de São Paulo Imagem: Reprodução/Google Street View

Do UOL*, em São Paulo

04/11/2021 12h57Atualizada em 05/11/2021 14h45

Uma mulher de 27 anos foi presa em flagrante por extorquir dinheiro de um padre pertencente à Diocese de Catanduva, no interior de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo UOL, ela alega que flagrou o religioso em conversas íntimas com o marido, o que motivou a chantagem.

De acordo com o documento, o padre já havia pagado R$ 3 mil em junho em troca do silêncio. No entanto, a mulher continuou com as cobranças de dinheiro até setembro, quando ele denunciou o caso à polícia. Na ocasião, ela pedia o valor de R$ 20 mil em troca de não divulgar as imagens da conversa "com certas intimidades", como menciona o B.O.

A princípio, a acusada pedia o valor por meio de pix, mas o padre afirmou que não tinha esse dinheiro e ela então disse que pegaria direto com ele. O boletim cita que ela enviou um moto taxista até a casa do religioso "para não se expor", dois dias após a denúncia do padre.

O motorista foi parado pelos agentes da polícia e informou que estava apenas buscando documentos. A mulher, então, foi localizada e a polícia deu voz de prisão pelo crime de extorsão. Ela confessou a prática, de acordo com o registro do B.O., e foi detida na Cadeia Pública de Catanduva.

A suspeita foi colocada em liberdade provisória com medidas cautelares, deverá comparecer mensalmente em juízo e está proibida de manter contato com o padre.

Em comunicado, a Diocese de Catanduva informou que "preza pelo compromisso da evangelização e esclarece não ser parte envolvida no caso em questão, mas, desde já, se coloca à disposição para contribuir e sempre auxiliar a Justiça".

A instituição ainda afirma que acompanhará o caso e que esclarece aos membros sempre "atuarem com transparência em seus atos e comunicar as autoridades competentes de quaisquer ilícitos que forem constatados, seja no ministério da evangelização ou nos atos privativos".

O processo segue em segredo de Justiça. O UOL tentou contato via telefone com o padre, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A defesa da mulher afirmou que ainda não teve contato com a ré e, portanto, não irá se pronunciar no momento. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

*Com colaboração de Simone Machado, em São José do Rio Preto (SP).

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