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Mãe de Monique diz crer que Henry foi agredido antes de morrer

14.dez.2021 - Monique Medeiros, mãe de Henry, em audiência do caso no Rio - MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
14.dez.2021 - Monique Medeiros, mãe de Henry, em audiência do caso no Rio Imagem: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Daniele Dutra

Colaboração para o UOL, no Rio

15/12/2021 18h56

A mãe de Monique Medeiros, Rosângela Medeiros, afirmou hoje em audiência do Caso Henry Borel que a criança nunca relatou a ela ter sofrido agressões do ex-vereador Dr. Jairinho, acusado de matar seu neto.

No entanto, ao final do depoimento, ela afirmou acreditar que Henry foi agredido antes de morrer ao ser confrontada pela juíza Elizabeth Louro sobre a natureza das lesões que o levaram à morte. A avó materna de Henry não apontou contudo um suposto autor das agressões.

Antes disso, durante o depoimento da ex-sogra, Jairinho teve uma crise de choro e precisou se retirar da sala por alguns minutos. O choro foi deflagrado após ele ver fotos dos filhos no celular de um advogado.

A avó materna rechaçou declaração da babá Thainá de Oliveira à polícia e por WhatsApp a Monique de que o menino foi agredido por Jairinho —posteriormente, a funcionária mudou a versão e isentou o ex-patrão das supostas agressões. "Aquilo foi surpresa pra mim. O Henry nunca foi agredido porque ele nunca chegou lá em casa machucado."

"Ele era uma criança branquinha. Não tinha como aparecer um roxo, um machuado no Henry."

Rosângela também disse que a psicóloga de Henry —com que o menino fez cinco sessões— não indicou qualquer violência que ele pudesse ter sofrido. "Ela nunca demonstrou que Henry estivesse chateado, triste, machucado, nada disso,"

"Não acredito que meu neto tenha sido torturado porque ele nunca reclamou de nada e nunca apareceu com marcas."

Monique estava dopada no hospital, diz mãe

Sobre a morte do neto, ela afirmou que "a princípio achávamos que fosse um acidente".

Rosângela disse contudo não saber o que possa ter acontecido na noite em que o menino morreu —segundo a polícia, ele morreu no apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Questionada pela juíza Elizabeth se ela acredita —tendo em vista que Henry morreu em decorrência de lesões internas— que o menino tenha sido agredido, Rosângela respondeu apenas: "Acredito que sim".

Ela relembrou que, na madrugada de 8 de março, Monique telefonou para ela desesperada, dizendo que Henry não estava respirando. Quando chegou ao hospital Barra D'Or, Rosângela disse ter encontrado a filha "dopada de remédios, em choque, olhando para o nada".