PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
3 meses

PM baleado em ataque do 'novo cangaço' morre no Paraná

Ricieri Chagas, 49, não resistiu ao ferimento na cabeça - Divulgação
Ricieri Chagas, 49, não resistiu ao ferimento na cabeça Imagem: Divulgação

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

23/04/2022 14h38

A Polícia Militar do Paraná comunicou na tarde de hoje (23) a morte do cabo Ricieri Chagas, 49, baleado na cabeça em ataque do chamado "novo cangaço", que tentou assaltar uma empresa de valores na cidade de Guarapuava no último domingo (17). O militar deixa esposa e dois filhos.

De acordo com a nota de pesar publicada pela PM, o militar trabalhava na corporação há 26 anos.

"É com muito pesar que a Polícia Militar do Paraná informa o falecimento do Cabo Ricieri Chagas, natural de Campo Mourão", diz a nota da PM.

O policial foi a única vítima de uma tentativa de assalto a uma empresa de valores. Ele acabou ferido dentro da viatura, alvejada pelos assaltantes.

Outros dois policiais e um cachorro estavam dentro do carro durante o atentado. O cabo Wendler não se feriu porque o tiro de fuzil acertou seu celular, e o cabo José Douglas Bonato foi baleado na perna, mas já recebeu alta. O cão não se feriu.

O carro teria sido emboscado quando deixava o 16º batalhão, em Guarapuava, a 256 km de Curitiba.

De acordo com a polícia, a tentativa de assalto à transportadora de valores no centro da cidade e o ataque ao 16ª Batalhão ocorreram ao mesmo tempo.

Ao menos 30 criminosos estariam envolvidos na ação, que pode ter ligação com um grupo que atuou em Criciúma (SC) e Araçatuba (SP), num tipo de ação que ficou conhecida como 'novo cangaço'.

Carreira

De acordo com a Polícia Militar, Riciere "dedicou seu trabalho por cerca de 15 anos ao Pelotão de Choque do 16° BPM". Antes, passou pelo Batalhão de Polícia de Fronteira e nos extintos GOE (Grupo de Operações Especiais) e TMA (Tático Móvel Auto), além da Rotam e Pelotão de Trânsito.

Teve uma carreira exemplar e extremamente operacional. É reconhecido em todo o país por ter brilhantemente representado a PMPR na Força Nacional."
Polícia Militar, em comunicado

"Sua marca registrada sempre foi o amor à profissão. Era uma referência dentre os policiais do Choque, e seu legado para sempre será lembrado", conclui a nota.

Cotidiano