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Reintegração de posse cria tumulto e para trânsito na rua Augusta, em SP

Moradores discutiram com agentes da PM e do Choque durante reintegração  - Reprodução/TV Globo
Moradores discutiram com agentes da PM e do Choque durante reintegração Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

17/05/2022 09h19Atualizada em 17/05/2022 15h31

Uma ação de reintegração de posse criou um tumulto na manhã de hoje na rua Augusta, no centro de São Paulo. Imagens feitas pelo Globocop, da TV Globo, mostraram moradores do prédio, na altura do número 440, protestando contra a retirada, sendo contidos por agentes do Choque da Polícia Militar.

Móveis, eletrodomésticos e colchões ficaram espalhados pela rua, no trecho entre as ruas Marquês de Paranaguá e Dona Antônia, com o trânsito sendo interrompido nos dois sentidos desde a rua Caio Prado, na altura do início do Parque Augusta,

Várias linhas de ônibus foram desviadas em meio a confusão, entre elas: Metrô Tucuruvi, Terminal Pinheiros, Parque Dom Pedro II, Cidade Universitária e Terminal Princesa Isabel, ainda segundo informações do Bom Dia SP.

Pelo menos nove viaturas da PM e três do Choque estavam presentes na ação, que havia sido suspensa em janeiro deste ano pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na ocasião, a Defensoria Pública de São Paulo havia questionado no STF a decisão do Tribunal de Justiça do estado, que recomendou o despejo e o encaminhamento de cerca de 40 famílias, com pelo menos 35 crianças, a um abrigo que estivesse disponível no município.

O ministro concordou com o adiamento da reintegração de posse, destacando que a corte suspendeu em outubro de 2021 as desocupações em imóveis rurais e urbanos durante a pandemia de covid-19.

Os efeitos da decisão ficariam em vigor até 31 de março mas, em abril, ela voltou a ser prorrogada até 30 de junho, com o STF destacando que ações do tipo em meio a uma crise sanitária ameaçavam os "direitos fundamentais à saúde, moradia, à dignidade e à vida humana".

O UOL tenta contato com a Polícia Militar e com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) para apurar mais detalhes da operação realizada na manhã de hoje.

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