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Yakecan: Ciclone dificulta volta para casa para grupo de 130 pessoas no RS

Pelo menos 120 pessoas tiveram volta para casa afetada por causa do ciclone Yakecan em Rio Grande - Richard Furtado / Prefeitura de Rio Grande
Pelo menos 120 pessoas tiveram volta para casa afetada por causa do ciclone Yakecan em Rio Grande Imagem: Richard Furtado / Prefeitura de Rio Grande

Giorgio Guedin

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

17/05/2022 21h15Atualizada em 17/05/2022 21h19

A passagem do ciclone Yakecan pelo sul do Brasil causou transtornos no fim da tarde de hoje para cerca de 120 pessoas, em Rio Grande (RS).

Elas não conseguiram voltar a São José do Norte, cidade vizinha onde viviam, pois a embarcação que faz o transporte aquaviário que liga as duas cidades, separadas pela Laguna dos Patos, suspendeu as atividades devido às condições meteorológicas. Segundo a prefeitura de Rio Grande, a situação já foi normalizada.

O problema se concentrou no horário de pico, na volta para casa dos trabalhadores, entre 16h e 18h, que utilizam o meio de transporte diariamente. Como ainda pela manhã, as viagens ocorreram normalmente, muitos não tinham como voltar a São José do Norte.

Em Rio Grande, lancha precisou ser providenciada para transportar parte dos 'ilhados' com suspensão de embarcação por causa das condições meteorológicas - Richard Furtado / Prefeitura de Rio Grande - Richard Furtado / Prefeitura de Rio Grande
Em Rio Grande, lancha precisou ser providenciada para transportar parte dos 'ilhados' com suspensão de embarcação por causa das condições meteorológicas
Imagem: Richard Furtado / Prefeitura de Rio Grande

"Muita gente mora em São José do Norte e trabalha em Rio Grande. Na volta, cerca de 130 pessoas estavam em frente à hidroviária, em Rio Grande, preocupadas, nervosas e agitadas por conta desta situação", afirmou ao UOL o secretário de Assistência Social de Rio Grande, Evandro Silveira.

O trajeto Rio Grande - São José do Norte é normalmente feito em meia hora. Ainda há opção de travessia por balsa, fora de funcionamento hoje. Quem precisasse se descolar de uma cidade a outra, por terra, teria que percorrer mais de 600 km.

Os órgãos públicos, como a Defesa Civil municipal e a Secretaria de Assistência Social, foram acionados e uma das primeiras medidas tomadas foi oferecer carona para quem tinha parentes ou amigos que morassem em Rio Grande. Cerca de 30 a 40 pessoas optaram por essa alternativa. O restante não tinha onde ficar.

A solução encontrada foi negociar com uma empresa de São José do Norte, que tinha uma lancha disponível, usada por funcionários, para fazer o resgate do restante dos trabalhadores que não tinham onde ficar em Rio Grande.

Segundo a prefeitura, uma equipe da Defesa Civil e da Secretaria de Assistência Social continua próximo à hidroviária acompanhando a situação. Se houver necessidade, os centros de acolhida podem ser usados. "Mas agora a situação praticamente se normalizou", garantiu Silveira. Com a melhora das condições climáticas, todos foram transportados de volta ao município vizinho na noite desta terça-feira.

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