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Médica é investigada por posts ofensivos sobre pacientes: 'Me deixa em paz'

CRM-PR confirmou que mulher é médica inscrita no Paraná - Reprodução/Twitter
CRM-PR confirmou que mulher é médica inscrita no Paraná Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

24/05/2022 12h21Atualizada em 24/05/2022 22h39

Uma médica está sendo investigada pelo CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Paraná) após uma série de publicações no Twitter reclamando da conduta dos próprios pacientes, atribuída a ela, gerar revolta na rede social. Capturas de telas dos comentários ofensivos circulam exibindo nome e imagem da profissional de saúde. A conta foi desativada na rede social.

As publicações teriam sido realizadas ao longo de abril e maio. A mais recente é de sábado (21), em que a conta, identificada como Mari Lima, publica texto em que afirma que o paciente tem que ser "muito filha de uma p***" para ir à 1h da manhã no pronto-socorro por infecção urinária. "Não tem outra expressão para descrever", publicou ela à 0h53.

Outra postagem critica grávidas, no dia 17 de maio às 14h14. "As gestantes são tudo referenciadas de maternidade porta aberta e vem para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] quando começa a parir. P*** que pariu, mulher. Me deixa em paz".

No dia 11 de maio, às 15h27, outra publicação também chamou atenção dos usuários das redes sociais. "Hoje o paciente virou para mim e disse: 'O meu problema é que eu tenho duas amígdalas'. Amígdalas is the new [é o novo] 'eu tenho tireoide'", publicou a usuária Mari Lima.

Em abril, no dia 17, às 9h14, o comentário: "Qual a tara de vir no pronto-socorro num feriado por uma coisa que você já tá sentindo há mais de 30 dias."

Procurada pelo UOL, a Prefeitura de Almirante Tamandaré (PR), confirmou que a conta é atribuída à médica Mariana de Lima Alves e que ela foi afastada das funções. Já o CRM-PR confirmou que ela é inscrita na autarquia e disse ter instaurado procedimento "para apurar denúncia em que comentários desrespeitosos, com pacientes e aos princípios que regem a atividade, teriam sido compartilhados nas redes sociais por profissional de medicina."

"O trâmite ocorre sob sigilo, em respeito ao direito de ampla defesa e contraditório. O Conselho reafirma agir com zelo na preservação dos valores hipocráticos", completa comunicado.

Em mensagem ao UOL, na noite desta terça-feira (24), a médica disse reconhecer o erro de suas publicações sobre o ocorrido em seus plantões, mas alega que "a forma de indignação foi pensando no bem estar geral dos pacientes".

As mensagens foram escritas em desabafo em momento de estresse e cansaço. [...] Entendo que todos mereçam ótimo tratamento e foi assim que sempre agi, porém sempre me preocupei que pessoas com sintomas que deveriam ser tratados em UBS e serviços ambulatoriais pudessem causar filas que gerassem risco ao atendimento de pessoas em situações de urgência/emergência.

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