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Homem apontado como maior traficante de animais do Brasil é preso em SP

Daniel Assunção tinha mandado de prisão expedido contra ele pela Justiça Federal  - Divulgação/PM
Daniel Assunção tinha mandado de prisão expedido contra ele pela Justiça Federal Imagem: Divulgação/PM

Do UOL, em São Paulo

20/06/2022 10h00Atualizada em 20/06/2022 13h14

Um homem apontado como o "maior traficante de animais do país" foi preso ontem, na zona norte de São Paulo. Policiais militares faziam um patrulhamento na rua José Figliolini, no Jaçanã, quando abordaram Daniel Bertoni de Assunção. Ao procurar seu nome no sistema de inteligência da corporação, os agentes encontraram um mandado de prisão pendente por tráfico de animais.

Daniel era procurado pela Justiça Federal após ser condenado a oito anos de prisão por sua ligação com o comércio ilegal de espécimes, segundo informações divulgadas pela PM. Ele foi encaminhado para o 73° DP.

Na nota de divulgação da prisão, a PM menciona também a matéria exibida pelo "Fantástico", da TV Globo, em 9 de agosto de 2020, que denunciou a suposta rotina de crimes de Daniel Bertoni de Assunção.

Nas redes, o homem exibia bichos silvestres como micos-leões-dourados "a pronta entrega", filhotes de quatis e bichos-preguiça. Ele cedeu entrevista a um repórter investigativo que o acompanhou por oito meses falando abertamente sobre as multas e acusações de crimes ambientais.

traficante animais - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
Micos leões dourados e bichos preguiça estavam entre animais transportados ilegalmente por acusado
Imagem: Reprodução/TV Globo

"Na última apreensão que teve foi R$ 72 mil (de multa)", admitiu o homem ao jornalista Dener Giovanini, que questionou se o acusado pretendia pagar a quantia. "Nunca, nem tem condições e nem faço questão também, não tem nada no meu nome pra eles confiscarem", respondeu.

A reportagem mostrou também os bastidores do esquema de Daniel, que costumava entregar os animais encomendados por redes sociais em estações de metrô da capital paulista.

O UOL procurou a Defensoria Pública de São Paulo, apontada como responsável pela defesa de Daniel em casos anteriores. Caso haja retorno, a matéria será atualizada.

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