Topo

Conteúdo publicado há
11 meses

Governo federal cria canal de denúncias contra ataques em escolas

Local onde autor atacou as crianças na creche em Blumenau (SC) - Hygino Vasconcellos/UOL
Local onde autor atacou as crianças na creche em Blumenau (SC) Imagem: Hygino Vasconcellos/UOL

Do UOL, em Brasília

07/04/2023 19h15Atualizada em 08/04/2023 11h33

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou hoje um canal de denúncias para prevenir ataques em escolas.

O que aconteceu

O "Escola Segura" é o primeiro resultado do grupo de trabalho interministerial lançado pelo governo na última quarta (5), após o ataque a uma creche em Blumenau (SC).

A iniciativa é um canal exclusivo para envio de informações sobre ameaças e ataques contra escolas.

As denúncias são anônimas e podem ser feitas por meio da página Escola Segura. A plataforma já está em funcionamento.

Grupo interministerial contra ataques nas escolas

Após o ataque a uma creche em Santa Catarina, o presidente Lula (PT) determinou a criação de um grupo de trabalho para prevenir violência e debater "cultura da paz" nas escolas.

O grupo tem como objetivo realizar estudos sobre o contexto e as estratégias de prevenção e enfrentamento da violência nas escolas e propor políticas públicas para a prevenção e o enfrentamento da violência nas escolas. Ele será formado por sete ministérios, liderados pela Educação.

Governo vai fornecer verba para ronda escolar

Flávio Dino, ministro da Justiça, disse que o valor "inicialmente" é de R$ 150 milhões, do Fundo Nacional de Segurança Pública. Um edital sobre isso será publicado na próxima semana.

O montante será repassado aos estados e municípios para patrulhamento.

O ministro da Justiça disse que 50 policiais serão mobilizados a partir de amanhã para monitorar "a deepweb e a darkweb", lados escondidos da internet, porque "há uma ideia de pânico" e ameaças de outros ataques.

O ministro da Educação, Camilo Santana, falou que, desde a última semana, há um decreto interministerial sendo elaborado. "Hoje será assinado pelo presidente", afirmou.

"No decreto presidencial, é previsto 90 dias para produzir as medidas, mas não serão 90 dias até elas serem implementadas", falou Dino.