Como um croissant levou à prisão do suspeito de matar PM no Guarujá

Um croissant ajudou a identificar o suspeito de matar um PM da Rota no Guarujá, litoral sul de São Paulo. Equipes das polícias Civil e Militar encontraram a nota fiscal do salgado no local em que o soldado Patrick Bastos Reis, de 30 anos, foi baleado na última semana.

Os policiais foram até a loja indicada no recibo e usaram as câmeras de segurança instaladas entre o comércio e o local dos tiros para observar possíveis suspeitos. Uma mulher, que seria encarregada de comprar lanches para traficantes da região, foi identificada.

Detida, ela apontou o nome de Erickson David da Silva, preso no domingo (30), e de outros 10 homens supostamente envolvidos no crime.

"Ela comentou o nome e apelidos dos outros. Além deles, ainda há um indivíduo que pode ter estado no local no momento do disparo. As investigações continuam", declarou Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, em entrevista coletiva na noite de ontem, ao lado do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O que se sabe:

Erickson David, conhecido na região como "Deivinho", negou ter matado o soldado e pediu para a SSP-SP "parar a matança" no Guarujá. "Quero falar para o Tarcisio e o Derrite [secretário de Segurança Pública] parar de fazer a matança aí, matando uma pá de gente inocente, querendo pegar minha família, sendo que eu não tenho nada a ver. Estão me acusando aí. É o seguinte vou me entregar, não tem nada a ver", disse ele em vídeo gravado antes da prisão.

A gravação aconteceu pouco depois da Ouvidoria das Polícias identificar dez mortes. Segundo Tarcísio, porém, foram confirmadas apenas oito. Moradores da região afirmam à Ouvidoria que policiais prometeram assassinar 60 pessoas em comunidades da cidade.

Deivinho se entregou no domingo (30) à polícia, na zona sul de São Paulo.

Ele teria matado Patrick Bastos Reis, soldado da Rota, na quinta-feira (27), segundo as investigações. O policial fazia um patrulhamento na comunidade da Vila Zilda, no Guarujá, quando foi atingido por um tiro no peito.

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A defesa afirma que Erickson, de 28 anos, se entregou à polícia para provar sua inocência. Segundo o colunista do UOL Josmar Jozino, ele tem três passagens por roubo e uma por formação de quadrilha.

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