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Acre decreta emergência após cheias de rios; Inmet prevê mais chuvas fortes

O governo do Acre decretou estado de alerta em todo o estado, com emergência em 17 municípios, devido a inundações causadas pelas cheias de rios e igarapés.

O que aconteceu

Estado de alerta foi publicado na sexta (23) e ampliado no domingo (25) com municípios mais críticos. Segundo o governo estadual, as ações dão previsão legal de recursos estaduais e federais que ajudam a garantir o atendimento a famílias desabrigadas.

Decreto de emergência nos 17 municípios tem validade por 180 dias. Foram incluídas as cidades de Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri.

Cidade teve hospital atingido e medicamentos perdidos com a cheia. A Prefeitura de Jordão decretou estado de calamidade pública no município após o rio ter alagado o hospital, afetado ambulâncias e outros materiais de saúde. As chuvas fortes também derrubaram a energia dos 9 mil moradores. O governo estadual estima que 80% da população de Jordão foi atingida pela cheia do Rio Tarauacá.

Aldeias indígenas também são afetadas e perdem áreas de roçado. Pelo menos 395 famílias indígenas foram afetadas pela cheia dos rios Iaco, Purus e igarapés da região, diz o Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) Alto Rio Purus. No domingo (25), órgãos estaduais e federais fizeram uma reunião para coordenar o direcionamento de recursos.

"Situação crítica", diz organização indígena. Em nota, a Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá afirmou que "lideranças das comunidades Kuntanawa, Ashaninka e Noke Koi relatam o avanço preocupante das águas, ameaçando aldeias inteiras e colocando em risco a vida, a segurança e a subsistência de centenas de famílias".

Previsão do tempo aponta mais chuvas e indica perigo no Acre. O Inmet (Instituto Nacional de Metereologia) emitiu um alerta laranja para todo o Acre, com duração até a manhã de terça-feira (27), ao menos. A chuva pode ter entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, além de ventos intensos.

Governo federal fez contato para ajuda emergencial. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, escreveu em publicação na rede social X (antigo Twitter) que está monitorando a situação junto ao governador do Acre, Gladson Cameli (PP), e pretende consultar "bancadas federais para a liberação de recursos". O Ministério da Saúde também estaria em contato, afirma o governo estadual.

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