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Análise: Operações policiais devem preservar a vida e o direito das pessoas

As megaoperações policiais que ocorrem no Rio de Janeiro devem ser pensadas para preservar a vida e o direito das pessoas —como o de ir e vir—, afirmou o especialista em segurança pública e diretor da Iniciativa Negra, Dudu Ribeiro, no UOL News da manhã desta terça-feira (27).

A gente tem que pensar que uma megaoperação deveria ser baseada na ideia de reduzir ao máximo a letalidade. Se nós temos uma operação, ela foi planejada para ser executada e ela deve ser planejada para preservar a vida e o acesso aos direitos das pessoas. Quando temos uma megaoperação como essa, não é só à linha do tiro que as pessoas estão expostas: as pessoas deixam de poder a ir a um posto de saúde, ficam impedidas de ir para seus trabalhos e as escolas fecham.

Não é uma guerra contra as substâncias, não é uma guerra contra as drogas, é uma guerra contra as pessoas —não todas— que comercializam substâncias proibidas. É contra uma parte da população, que não só tem seu direito à vida complicado, como também o acesso a outros direitos.

O que aconteceu

A PM e a Polícia Civil fazem uma megaoperação em comunidades do Rio para prender chefes de facções criminosas. Sete suspeitos foram mortos e quatro estão feridos.

Policiais entraram nos complexos da Penha e do Alemão nas primeiras horas de hoje. Os alvos são lideranças e integrantes de facção responsáveis pela recente disputa por territórios no Rio e ataques armados nas zonas norte e oeste, Baixada Fluminense e cidades do interior.

No Complexo da Maré, a Polícia Civil tenta prender traficantes do Comando Vermelho. Um monitoramento constatou uma movimentação de criminosos na região investigados por tráfico de drogas e roubo de veículos.

Um criminoso identificado como Bebel da Penha foi preso pela PM. Ele estava foragido da Justiça por tráfico de drogas.

Um cerco policial deixou quatro mortos na madrugada. Policiais entraram em confronto com quatro suspeitos que saíam da Penha em um carro roubado. Todos os ocupantes do carro foram feridos e socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.

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Três suspeitos morreram em confronto com a PM na Comunidade da Flexal. Um quarto suspeito foi atingido e está internado.

Dois policiais ficaram feridos. Um policial do Bope foi atingido no braço durante operação na Penha e um policial do 3º BPM foi ferido por estilhaços. Os dois foram socorridos e estão estáveis.

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