Conteúdo publicado há 1 mês

Suspeito de esconder corpo de jovem em obra no RJ no carnaval é preso

O suspeito de ter ocultado o corpo de Caio da Silva Rendão em uma obra na baixada fluminense durante o carnaval foi preso nesta quinta-feira (13).

O que aconteceu

Identificado como Wesley Alves da Silva Souza foi detido na casa de parentes em Belford Roxo. Ele era amigo de Caio e estava foragido desde terça-feira (11).

Motivação do crime seria uma dívida pessoal. Segundo a Polícia Civil, ele foi preso em flagrante por ocultação de cadáver e está sendo investigado pela participação no homicídio.

Wesley teria confirmado à polícia que a ossada é mesmo de Caio. A confirmação oficial, porém, depende de exames.

O UOL tenta localizar a defesa de Wesley. O espaço fica aberto para manifestações.

Corpo encontrado por pedreiro

Caio da Silva Rendão, desaparecido desde o carnaval no Rio
Caio da Silva Rendão, desaparecido desde o carnaval no Rio Imagem: Arquivo pessoal

Corpo estava escondido e foi encontrado por pedreiro. Homem fazia uma obra na casa do melhor amigo de Caio, identificado como Wesley de Souza, e encontrou corpo dentro de um saco coberto por areia.

Pedreiro contou que Wesley ficava nervoso toda vez que ele mexia na areia. Em determinado momento, ele sentiu algo duro com a pá e decidiu olhar o que tinha ali.

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"Ele falou que fedia muito", contou a prima de Caio, Karen Cunha, ao UOL. "Ele achou que era um bicho, mas quando abriu viu que eram ossos humanos. Ele saiu correndo pela rua falando que tinha achado o corpo".

Família considera Wesley principal suspeito. "A gente nunca imaginaria que estava tão perto da gente. Passamos dias e madrugadas procurando. Não imaginava uma crueldade desse tamanho", afirmou outra prima de Caio, Aline Carvalho, em entrevista à Record. "Caio considerava ele um irmão, ele chamava minha tia de tia".

A polícia foi acionada e recolheu o corpo. Wesley não foi localizado. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

O desaparecimento

Caio era vendedor de uma loja de peças de moto e saiu de casa dia 9 de fevereiro, sexta-feira de Carnaval. Ele morava com a família no bairro Coelho da Rocha, na mesma região onde o corpo foi encontrado.

Antes de desaparecer, Caio tinha recebido R$ 7 mil, contou a família à TV Globo. O dinheiro era de uma rescisão e o primeiro salário de um novo emprego.

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Família recebeu mensagens do telefone de Caio dizendo que ele estava em Arraial do Cabo, depois na Penha, na zona norte do Rio. A mãe dele também recebeu uma mensagem, supostamente de Caio, dizendo que iria pedir que um amigo buscasse o videogame dele. Foi Wesley quem buscou o aparelho.

No dia 15 de fevereiro, a família recebeu uma ligação alertando para não tentarem falar com Caio. "Não liga porque a gente tá aqui com o telefone e o videogame dele". Depois, não conseguiram mais nenhum contato.

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