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Orlando Silva: Russomanno é 'pastel de vento' e SP vai derrotar Bolsonaro

Luana Massuella

Colaboração para o UOL

22/10/2020 11h35

Orlando Silva, candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, disse hoje que pretende chegar ao segundo turno das eleições 2020 e que "a cidade de São Paulo vai derrotar Jair Bolsonaro [sem partido]". Ele afirmou que Celso Russomanno (Republicanos), que é "o candidato de Bolsonaro", é "um pastel de vento". A declaração foi dada na sabatina promovida pelo UOL, em parceria com a Folha de S.Paulo, comandada pelo colunista do UOL Diogo Schelp e Camila Mattoso, editora do "Painel", da Folha.

Russomanno é um apresentador de televisão, produziu um personagem com a imagem de que defende a pessoa pobre, defende o consumidor.

Segundo o candidato, Russomanno tem falado de criar um auxílio emergencial paulistano, mas ele não teria recursos para manter a promessa. "Isso é uma farsa. Ele está passando cheque sem fundo porque Bolsonaro não tem recurso liberado no governo para financiar um programa como esse. Celso Russomanno vai acabar a eleição com nome no SPC, porque está prometendo o que não tem como cumprir porque não tem orçamento", disse.

Obrigatoriedade da vacina

Sobre seu posicionamento em relação à obrigatoriedade da vacina contra a covid-19, o candidato disse que vai defender a imunização em toda a cidade de São Paulo. "É necessário que ofertamos a vacina para todos", disse.

Farei uma campanha forte para esclarecer a importância da vacinação. Temos que enfrentar essa sabotagem criada por Bolsonaro, e disponibilizá-la para todos.

Ele ainda afirmou que "a posição de Bolsonaro é posição de genocida", e que "graças à omissão de atos criminosos, o país deve alcançar centenas de mortes".

Discriminação racial

Para o candidato, "São Paulo pode ser uma inspiração para que tenhamos um país livre do racismo". Ele falou sobre obrigatoriedade no ensino da história da África e da cultura afro-brasileira indígena no currículo escolar. "Isso está no conteúdo das escolas, mas na prática isso está longe da sala de aula", disse. O candidato defendeu uma capacitação dos professores para lecionar os conteúdos.

Silva também falou sobre a criação de uma defensoria municipal. "Vai ter responsabilidade de tratar de temas ligados a direitos humanos. Com ela, vamos poder acompanhar cada caso de LGBTfobia que existe na cidade de São Paulo, e acompanhar cada caso de racismo, não dá para aceitar auto de resistência ocultando a violência policial e até mesmo a letalidade policial", disse.

"Nós vamos adotar medidas para fiscalizar, acompanhar e garantir a condenação de quem comete atos de racismo", afirmou. O candidato também fala em responsabilizar estabelecimentos comerciais em que aconteçam episódios de racismo. "Não adianta dizer que a culpa é do vigilante, que cometeu uma agressão contra uma pessoa no estabelecimento comercial, vamos responsabilizar chegando a caçar o alvará de funcionamento de estabelecimentos que sejam reincidentes de atos de racismo", disse.

Não adianta postar hashtag Vidas Negras Importam e não ter medidas concretas para enfrentar o racismo estrutural no país e na cidade de São Paulo.

Ideias novas do partido

O candidato defendeu que o PCdoB seria a novidade da esquerda no Brasil hoje, e que é o partido com as "ideias mais jovens, mais novas". Segundo ele, o partido Novo que se apresenta como o que tem mais novidade, mas é o que "tem o ideal mais antigo e ultrapassado". "Bolsonaro, esse presidente que está aí, esse genocida se apresentou como a novidade da política e nós percebemos que ele usa os métodos mais ultrapassados de fisiologismo, de corrupção, práticas de submeter o interesse público às questões privadas".

Silva exerceu o cargo secretário Nacional de Esporte Educacional no governo Lula (PT), foi secretário-executivo do Ministério do Esporte e, em 2006, foi empossado como ministro da pasta. Atualmente é deputado federal por São Paulo.