PUBLICIDADE
Topo

Paes defende parceria com Bolsonaro contra covid: "Flávio vai nos ajudar"

Gabriel Sabóia e Igor Mello

Do UOL, no Rio

29/11/2020 20h17

Prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM) anunciou que vai buscar parcerias com o governo Jair Bolsonaro (sem partido) para combater a pandemia de covid-19, que vive um novo período de alta de casos na capital fluminense.

Após pronunciamento ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), Paes citou o envio de testes e a abertura de leitos em hospitais federais como prioridade e disse ter "certeza" de que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho mais velho do presidente, irá auxiliar nas articulações.

Em seu primeiro discurso, Paes classificou sua eleição contra Marcelo Crivella (Republicanos) —atual prefeito e candidato de Bolsonaro na cidade— como uma "vitória da política" e criticou o "radicalismo na política brasileira", que, segundo ele, "certamente não fez bem a nenhum de nós cariocas, não fez bem a nenhum de nós brasileiros".

Pouco depois, em entrevista a jornalistas, Paes foi questionado sobre as primeiras medidas para conter a possibilidade de um novo pico de mortes por coronavírus e citou parcerias com o governo federal.

O prefeito eleito começou citando os 6 milhões de testes para detecção da covid-19 estocados pelo governo federal: disse que o Rio iria "exigir" pelo menos 450 mil testes. Imediatamente amenizou a declaração —trocando o verbo por "pedir"— e defendeu uma parceria com o governo federal.

Paes citou ainda o objetivo de conseguir a reabertura de 200 leitos hoje fechados em hospitais federais na cidade.

Ele prometeu articular essas medidas junto à bancada do Rio no Congresso Nacional. Citou como aliados o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que o acompanhava. Mas também acenou para o clã presidencial, ao citar Flávio Bolsonaro. "Tenho certeza que o senador Flávio vai nos ajudar nessa tarefa", disse.

Jair Bolsonaro criticou prefeitos e governadores por adotarem medidas de isolamento, como o fechamento do comércio e das escolas, durante toda a epidemia no Brasil. Durante a aproximação com Crivella, o presidente pressionou o prefeito do Rio para flexibilizar as medidas adotadas na cidade —o que aconteceu.