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Após enchentes, 1,5 milhão recebem tratamento médico no Paquistão, diz ONU

Imagem aérea de casas submersas em Shadad Kot, perto Sukkar, no Paquistão - Fareed Khan/AP
Imagem aérea de casas submersas em Shadad Kot, perto Sukkar, no Paquistão Imagem: Fareed Khan/AP

Do UOL Notícias <br> Em São Paulo

23/08/2010 16h10

A ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou nesta segunda-feira (23) que cerca de 1,5 milhão de paquistaneses já foram tratados de doenças como infecções respiratórias agudas, diarreia e inflamações na pele. O país enfrenta as piores inundações da história.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) os casos de diarreia aguda já superam 204 mil e o número de pessoas com doenças de pele –como a escabiose (sarna)— já alcançam 263,3 mil. Segundo a organização, outras milhares estão com suspeita de malária.

A catástrofe já matou pelo menos 1.500 pessoas e afetou mais de 20 milhões de pessoas em todo o país.

Em pleno Ramadã, milhões de paquistaneses sobrevivem em acampamentos administrados pelas autoridades, pela ONU ou por organizações não governamentais. No entanto, a maioria não tem um teto onde dormir ou permanece em abrigos precários, sem alimentos, água potável ou remédios.

"Estimamos em 4,8 milhões o número de pessoas sem casa atualmente", afirmou Maurizio Giuliano, porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) em Islamabad.

Além das outras doenças, as autoridades paquistanesas afirmam lidar há vários dias com epidemias de cólera, tifo e hepatite.

Representantes da ONU no Paquistão alertaram que as enchentes fizeram com a que situação humana no país chegasse a um estágio crítico.

A entidade calcula que o número de pessoas que precisam de abrigo passou de 2 milhões para 6 milhões e que a escala da crise vem aumentando constantemente.

De acordo com funcionários do governo e agências humanitárias, na província de Sindh, no sul do país --onde fica Karachi, a maior cidade paquistanesa-- mais de 80% da população foi obrigada a deixar suas casas.

Na região de Hyderabad, a segunda cidade mais populosa de Sindh, o rio Indo atingiu o nível mais alto em mais de 50 anos e deve subir ainda mais na terça-feira.

Além de abrigo, alimentos e água potável, os desabrigados necessitam urgentemente de proteção contra o forte sol que atinge o país nessa época do ano, verão no hemisfério norte.

A ONU havia declarado nos últimos dias que as cheias deste ano, que completam um mês esta semana, representam desastre maior do que o tsunami de 2005 e o terremoto que atingiu o Paquistão no mesmo ano, juntos.

*Com informações de agências internacionais

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