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Chávez volta à Venezuela após mais de dois meses em tratamento em Cuba

Em seu perfil no Twitter, Chávez confirmou o retorno à Venezuela - Reprodução/Twitter
Em seu perfil no Twitter, Chávez confirmou o retorno à Venezuela Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

18/02/2013 09h43Atualizada em 18/02/2013 13h16

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, 58, retornou na madrugada desta segunda-feira (18) ao seu país, procedente de Havana, mais de dois meses depois de ter viajado a Cuba para se submeter à quarta operação para o tratamento de um câncer diagnosticado em 2011. O mandatário se encontra no hospital militar de Caracas.

"Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado Deus meu!! Obrigado povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento", disse o presidente em seu perfil no Twitter, em sua primeiro mensagem desde o dia 1º de novembro do ano passado.

"Continuo agarrado a Cristo e confiante em meus médicos e enfermeiras. Até a vitória sempre!! Viveremos e venceremos!!!", acrescentou. "Obrigado a Fidel, a Raúl e a toda Cuba!! Obrigado à Venezuela por tanto amor!!!", escreveu em seguida em alusão ao líder cubano, Fidel Castro, e ao presidente desse país, Raúl Castro.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, genro de Chávez, também disse no Twitter que "o presidente já se encontra em seu quarto no Hosp [Hospital] Militar Dr. Carlos Arvelo em Caracas, disposto a seguir com seus tratamentos".

Também na rede social, vários membros do governo informaram da chegada do presidente, que segundo o canal "Telesur" aconteceu por volta das 2h30 (horário local, 5h de Brasília).

Comemorações

O retorno de Chávez promete definir o status da presidência do país. A expectativa é de que Chávez, que está desde 1999 no poder, formalize nos próximos dias o início de seu segundo mandato, postergado de maneira indefinida pela Justiça até a sua volta de Cuba.

Sua volta surpreendeu o país e foi comemorada por seus correligionários. No canal estatal, o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, comemorou a volta do presidente. "Voltou, voltou e voltou. Esse é outro 13 de abril", disse Villegas, em referência ao regresso de Chávez à Presidência depois do fracassado golpe de Estado de 2002.

"A batalha continua", disse o vice-presidente, Nicolás Maduro, por telefone ao canal de TV estatal. "Estamos muito felizes. O principal agora é redobrar o ritmo para ir unificando nossa economia, essa é uma homenagem ao nosso comandante nessa batalha exemplar que ele está travando pela vida", disse Maduro.

Primeiras fotos

O governo venezuelano divulgou na sexta-feira (15) as primeiras imagens de Chávez após 69 dias de convalescença, nas quais aparecia sorridente no hospital ao lado das duas filhas mais velhas e lendo o jornal oficial cubano Granma de quinta-feira.

Durante mais de dois meses, o presidente não foi visto ou ouvido, enquanto o governo venezuelano divulgava boletins curtos sobre seu estado de saúde, sem nunca antecipar uma data de retorno.

O governo destacou que Chávez respirava por uma cânula traqueal que dificultava temporariamente a fala, por apresentar "certo grau" de insuficiência respiratória.

Reeleito

Chávez foi reeleito em 7 de outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos. Apesar de não ter tomado posse em 10 de janeiro como estava previsto, o Tribunal Supremo autorizou Chávez a fazê-lo mais adiante, quando estivesse em condições, e que seu governo do mandato 2007-2012 prosseguisse no poder.

Ainda não foi possível determinar se Chávez fará o juramento de posse em breve.

O presidente anunciou em 8 de dezembro o retorno do câncer, que foi detectado em meados de 2011, e designou pela primeira vez um sucessor, seu vice-presidente Nicolás Maduro.

Maduro seria o candidato governista nas eleições que seriam organizadas caso Chávez ficasse "inabilitado" para governar.

A natureza e a gravidade do câncer de Chávez nunca foram revelados. O presidente venezuelano foi submetido a quatro cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia, em tratamentos realizados quase exclusivamente em Cuba, onde goza de privacidade absoluta, acompanhado de seu aliado e amigo, o líder cubano Fidel Castro.

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