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Entenda o conflito envolvendo Ucrânia e Rússia

Do UOL, em São Paulo

17/07/2014 19h51Atualizada em 18/07/2014 09h29

Nesta quinta-feira (17), um avião da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil terra-ar. Todas as 298 pessoas a bordo morreram. O voo MH17 ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia, e voava a 10 mil metros quando caiu na fronteira entre a Rússia e Ucrânia.

Em declarações dadas logo após a confirmação da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, autoridades dos governos russo e ucraniano, além do representante da República Autoproclamada de Donetsk, negaram ter abatido o avião.

As manifestações na Ucrânia começaram em novembro, depois que o então presidente Viktor Yanukovich decidiu não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia. Uma ex-república soviética, a Ucrânia está dividida entre grupos que querem mais proximidade com a União Europeia e outros que têm mais afinidade com a Rússia.

A cronologia da crise na Ucrânia

  • Divulgação/Instagram/esquire.com

    Como a crise começou?

    Em novembro de 2013, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, se recusou a assinar um acordo com a UE e fez pacto com a Rússia por um pacote de ajuda de US$ 15 bilhões de Moscou e pela redução do preço do gás russo. Milhares de pessoas foram às ruas para protestar e derrubaram o presidente. Moradores da fronteira alinhados com Putin então se rebelaram com o que chamam de golpe de Estado

  • Mykola Lazarenko/Serviço de Imprensa de Poroshenko/AFP

    Meses de crise e novo pleito

    Eleições extraordinárias na Ucrânia foram convocadas após a queda de Viktor Yanukovich, em fevereiro, e em meio ao conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia, que já matou mais de 350 pessoas desde abril. Em maio, o milionário Petro Poroshenko, o "rei do chocolate", venceu em 1º turno. Ele apoia as ações militares contra o movimento separatista pró-Rússia e aderiu à UE

  • Alexander Khudoteply/AFP

    Movimento separatista

    Desde abril, separatistas ocupam prédios públicos em Lugansk, Donetsk e Slaviansk, no leste do país, fronteira com a Rússia, onde vivem cerca de 7 milhões de pessoas, quase 15% da população da Ucrânia, que falam russo e se alinham ao governo Putin. As áreas se autoproclamaram "repúblicas populares independentes" em maio.

  • AP Photo/Libor Hajsky/CTK

    O último estertor do império

    Para entender o conflito Ucrânia x Rússia vale comparar o mapa da Europa antes do fim da URSS e depois. Enquanto havia o Pacto de Varsóvia, no ápice do império russo, as fronteiras soviéticas avançavam pela Europa. Agora, a Ucrânia é tudo o que a Rússia pode ambicionar para ter influência para além dos países asiáticos. Resta saber se a Rússia se contentará com a conquista da Crimeia

  • Sergei Chirikob/EFA/EPA

    Troca de acusações

    O choque da Rússia com o Ocidente ressuscitou linguagem e práticas da Guerra Fria. A Ucrânia acusa a Rússia de patrocinar e dar armas aos rebeldes. Já Moscou diz que Kiev faz "operação punitiva" contra os separatistas, com atos criminosos. As relações entre os países estão abaladas desde que a Rússia reconheceu o levante --apoiado pelo Ocidente-- contra Yanukovich e, em seguida, anexou a Crimeia.

  • Jewel Samad/AFP

    Quem fica de cada lado

    A posição de países sobre a crise varia de acordo com a relação comercial que cada um tem com a Rússia. Os EUA impõem sanções e ameaçam. A UE depende do gás russo, mas ofereceu dinheiro à Ucrânia. A proximidade faz a Alemanha parecer comedida, enquanto a França é mais agressiva. O Reino Unido tenta falar alto, mas não tomaria medidas concretas contra a Rússia. A China permanece em silêncio.

  • Dmitry Lovetsky/AP

    Avião abatido

    O Boeing-777 de Malaysia Airlines caiu na região leste de Donetsk, palco dos combates separatistas. Após a queda, autoridades dos governos russo e ucraniano, além do representante da República Autoproclamada de Donetsk, negaram ter abatido o avião. Mas, especialistas dizem que mísseis terra-ar, guiados por calor e fornecidos pela Rússia aos rebeldes, seriam capazes de abater um avião comercial

As cidades afetadas pelo movimento separatista na Ucrânia - Arte/UOL
As cidades afetadas pelo movimento separatista na Ucrânia
Imagem: Arte/UOL

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