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Mentor teria participado diretamente de ataques em Paris

Foto sem data mostra o belga Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser mentor dos ataques terroristas em Paris - Reuters
Foto sem data mostra o belga Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser mentor dos ataques terroristas em Paris Imagem: Reuters

Do UOL, em São Paulo

20/11/2015 18h21

Vestígios encontrados nas armas usadas pelos terroristas durante os atentados em Paris reforçam o envolvimento direto do belga Abdelhamid Abaaoud nos ataques do dia 13 de novembro, segundo a agência de notícias AFP. Abaaoud, que teria sido identificado inicialmente como mentor das ações, morreu na última quarta-feira (18), durante uma operação da polícia em Saint-Denis, a norte da capital francesa.

Os investigadores não descartam a possibilidade de que o jihadista seja o terceiro homem --até então desconhecido-- visto dentro do Seat preto usado para realizar os disparos em bares e restaurantes de Paris. No carro estavam Salah Abdeslam --foragido da polícia--, e seu irmão Brahim, que se explodiu na cena do crime.

Abaaoud também foi visto em uma estação de metro do subúrbio da capital francesa na noite em que os atentados foram realizados. Segundo uma fonte policial, ele teria sido identificado por meio de câmeras de vigilância de rua.

Sete terroristas morreram em atentados

Ao menos sete terroristas morreram nos ataques --três no Stade de France, três na casa de shows Bataclan e outro em um restaurante nos arredores. Até agora, Salah Abdeslam, irmão de um dos homens-bomba e que teria alugado dois carros para dar apoio aos atentados, é o suspeito identificado foragido. 

Ainda não se sabe qual foi a participação da prima de Abaaoud, identificada como Hasna Aitboulahcen, nos ataques. Ela também morreu na operação policial em Saint-Denis. Ao contrário do que informado inicialmente pelos investigadores, a mulher não teria se explodido. A explosão, segundo divulgado nesta sexta-feira (20), teria sido provocada por um homem-bomba.

A Procuradoria da República em Paris anunciou ainda nesta sexta-feira (20) a existência de uma terceira pessoa morta na operação antiterror de Saint-Denis. Sua identidade ainda não foi revelada.

Foragido

A França não sabe se Salah Abdeslam, 26, cidadão francês nascido em Bruxelas, está no país ou na Bélgica, tampouco se mais grupos ligados diretamente com os agressores ainda estão à solta, disse o primeiro-ministro Manuel Valls.
 
"A ameaça está aí. Nós não sabemos neste momento da investigação se há grupos, indivíduos, que estão diretamente ligados com os ataques de sexta-feira à noite", afirmou Valls a um canal de TV. "Nós não sabemos ainda, como se pode imaginar. É por isso que a ameaça ainda está aí."
 
O advogado Xavier Carette afirmou a uma emissora belga que Abdeslam retornou para Bruxelas de Paris no sábado pela manhã depois de ser parado três vezes pela polícia francesa no caminho. (*Com agências de notícias)
 

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