PUBLICIDADE
Topo

Internacional

EUA prometem a México que não farão deportações em massa

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson (centro), sorri enquanto o chanceler mexicano, Luis Videgaray (dir), e o secretário de Segurança Interna americano, John Kelly, se cumprimentam, na Cidade do México - Rebecca Blackwell/AP
O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson (centro), sorri enquanto o chanceler mexicano, Luis Videgaray (dir), e o secretário de Segurança Interna americano, John Kelly, se cumprimentam, na Cidade do México Imagem: Rebecca Blackwell/AP

Do UOL, em São Paulo

23/02/2017 17h38

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, John Kelly, prometeu nesta quinta-feira (23) no México que não haverá "deportações em massa" ou uso da força militar contra imigrantes residentes nos Estados Unidos, apesar das novas diretrizes migratórias mais estritas adotadas no país.

"Não haverá nenhuma, repito, nenhuma deportação em massa", disse Kelly durante coletiva de imprensa na Cidade do México, na presença do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e seus colegas mexicanos, Luis Videgaray e Miguel Ángel Osorio Chong.

"Não haverá uso da força militar em operações migratórias", acrescentou Kelly, contradizendo declarações feitas horas antes pelo presidente Donald Trump, em Washington.

Durante uma reunião na Casa Branca com executivos industriais, Trump disse nesta quinta que espera ser tratado "de forma justa" pelo México e que as ações para deportar imigrantes em situação irregular são uma "operação militar".

As autoridades mexicanas não informaram até agora sobre a deportação de nenhum chefe de grupos narcotraficantes.

Trump lembrou que Tillerson estava neste momento no México e afirmou que esta era "uma viagem dura".

"Disse que seria uma viagem dura porque temos que ser tratados de forma justa pelo México. Mas Rex (Tillerson) já está lá, ao lado do general (John) Kelly (secretário de Segurança Interna), que tem sido formidável na fronteira", acrescentou.

Kelly e Tillerson viajaram ao México em um esforço dos dois países para aproximar posições e tentar recompor as relações depois das tensões que se seguiram à posse de Trump na Casa Branca.

Assim que lançou sua candidatura presidencial, Trump provocou um escândalo ao tachar de estupradores os imigrantes mexicanos, mas posteriormente elevou o tom, ao propor expulsar do país todos os imigrantes ilegais, estimados em 11 milhões de pessoas.

A proposta mais ruidosa, no entanto, foi a de construir um muro ao longo da fronteira entre o México e os Estados Unidos e mandar a conta para que as autoridades mexicanas a paguem.

As tensões motivaram o adiamento indefinido de uma visita que o presidente do México, Enrique Peña Nieto, tinha previsto para 31 de janeiro aos Estados Unidos.

Internacional