Ataque dos EUA em base aérea da Síria matou civis, diz governo Assad

Do UOL, em São Paulo

ataque norte-americano à Síria nesta sexta-feira (noite de quinta no Brasil) matou nove civis, incluindo quatro crianças, em um vilarejo na cidade de Homs, perto da base aérea de Shayrat, segundo a agência de notícias estatal da Síria. Outras sete pessoas ficaram feridas, e casas na região foram severamente danificadas.

Mais cedo, o Exército sírio disse que o ataque havia deixado seis mortos --sem especificar se as vítimas eram civis ou militares-- e provocado muitos danos à base de Shayrat. "Estados Unidos executaram às 3h42 (21h42 de quinta em Brasília) uma agressão flagrante contra uma de nossas bases aéreas no centro, com mísseis, que deixou seis mortos, feridos e importantes danos materiais", informou em um comunicado lido por um porta-voz na televisão pública. 

Arte UOL

Anteriormente, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ONG independente que monitora a guerra civil no país, havia informado que quatro militares haviam sido mortos, incluindo um general de Brigada da Força Aérea, e que o aeroporto foi quase totalmente destruído. "A zona de estacionamento de aviões, o depósito de combustível e o prédio da defesa aérea estão pulverizados", disse a entidade. 

Departamento de Defesa dos EUA/AFP
Base de Shayrat, na cidade de Homs, que foi atacada pelo governo norte-americano

Retaliação a ataque químico

A ofensiva norte-americana com mais de 50 mísseis teria ocorrido em retaliação ao ataque com armas químicas realizado nesta semana contra civis pelo líder do regime sírio, Bashar al-Assad.

Em pronunciamento, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que foi um "ataque vital de segurança nacional", já que classificou como inaceitável a atitude do governo sírio em ferir com gás neurotóxico "homens, mulheres e crianças indefesos". "Todos os países civilizados deveriam contribuir para o fim do conflito sírio" e "acabar com o massacre e derramamento de sangue na Síria", falou.

Ataque químico mata civis na Síria

Ataque surpresa

O ataque surpresa marcou uma inversão na estratégia americana adotada para o conflito no país, em guerra civil desde 2011, e ocorreu enquanto Trump estava reunido com o presidente chinês, Xi Jinping, tratando de um outro tema crucial para a segurança dos EUA: o programa nuclear norte-coreano.

As ações de Trump na Síria poderiam ser um sinal para a China de que o novo presidente não tem medo de tomar decisões militares unilaterais, até mesmo se países-membros do Conselho de Segurança, como a China, se colocarem contra um eventual ataque.

A ofensiva não foi anunciada com antecedência, apesar de Trump e outros oficiais militares terem elevado o tom contra Assad nesta quinta. (Com agências internacionais) 

Ford Williams/Marinha dos EUA/AP
Imagem fornecida pela Marinha norte-americana mostra lançamento de míssil a partir destroyer americano em ataque a base aérea síria

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