Trump nega ter tentado parar investigação do FBI: "Não. Próxima pergunta."

Do UOL, em São Paulo

  • Kevin Lamarque/Reuters

    18.mai.2017 - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (dir), e o presidente dos EUA, Donald Trump, dão entrevista na Casa Branca, em Washington

    18.mai.2017 - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (dir), e o presidente dos EUA, Donald Trump, dão entrevista na Casa Branca, em Washington

O presidente americano, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (18) ter tentado convencer o FBI a deixar de lado uma investigação sobre seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, por suas relações com a Rússia.

Consultado durante coletiva de imprensa na Casa Branca e se em algum momento pressionou o então diretor do FBI, James Comey, Trump respondeu secamente: "Não. Não. Próxima pergunta".

"Inclusive meus inimigos, disseram que não há conluio. Não conluio", disse Trump sobre o caso que investiga as ligações entre membros de sua campanha com o Kremlin para prejudicar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Qualquer sugestão de uma possível conduta irregular em relação ao caso foi considerada por Trump como "totalmente ridícula".

Trump afirmou ainda que a indicação de Robert Mueller como promotor especial para supervisionar as investigações sobre a interferência da Rússia é "muito negativa" porque mostra que o país está dividido.

"Acredito que prejudica nosso país terrivelmente, porque mostra que estamos divididos, não unidos como país. E acredito que temos que fazer coisas muito importantes agora, como tratados comerciais e assuntos militares", indicou Trump.

Em declarações a um grupo de apresentadores das principais emissoras de televisão, o presidente também disse que a investigação é uma "pura desculpa para os democratas" por terem perdido as eleições. Por isso, ele desejou que o caso "avance rápido" para que os EUA mostrem unidade ao resto do mundo.

"Temos coisas muito importantes para fazer neste momento, seja tratar de acordos comerciais, militares ou nucleares, tudo o que falamos hoje. Acredito que isso mostra um país muito dividido", disse o presidente republicano.

Trump sugeriu que a investigação que agora será comandada pelo ex-diretor do FBI foi motivada por uma tentativa de manchar sua vitória eleitoral no ano passado.

"Acredito que isso tudo mostra divisão, que não estamos juntos como país, e que é uma coisa muito, muito negativa. Espero que isso possa passar rápido, porque temos que mostrar unidade se vamos fazer grandes coisas em relação ao resto do mundo", reiterou.

A posição de Trump é oposta à postura adotada de maneira quase unânime pelo Congresso, onde a nomeação de Mueller foi bem recebida tanto por democratas como por republicanos.

Em um comunicado, o procurador-geral-adjunto, Rod Rosenstein, anunciou ontem a nomeação de Mueller para supervisionar a investigação sobre a ingerência Rússia nas eleições e os possíveis laços do Kremlin com a campanha de Trump.

"Minha decisão não é uma crença de que foram cometidos delitos ou que uma acusação está garantida. O que determinei é que, com base em circunstâncias únicas, o interesse público requer que coloquemos essa investigação sob a autoridade de uma pessoa que exerça uma certa independência da cadeia de comando", explicou.

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