Genro de Trump pediu a embaixador russo canal secreto com o Kremlin, diz jornal

Do UOL, em São Paulo

  • Mike Segar/Reuters

O site do jornal "Washington Post" informou nesta sexta-feira (26) que o genro de Donald Trump, Jared Kushner, e o embaixador russo, Sergei Kislyak, discutiram, durante um encontro em dezembro, a possibilidade de estabelecer um canal secreto e seguro de comunicação entre o Kremlin e a equipe de transição de governo. Citando funcionários dos EUA informados em relatórios de inteligência, a ideia seria proteger as discussões do monitoramento realizado antes da posse de Trump.

Na véspera, o jornal noticiou que Kushner, casado com Ivanka Trump, ambos conselheiros do presidente dentro da Casa Branca, é investigado pelo FBI no caso que apura a influência russa na eleição americana. O ex-assessor de segurança da Casa Branca, Michael Flynn, também participou do encontro. Ele é investigado oficialmente pelo FBI e, nesta semana, usou o seu direito de manter-se em silêncio.

O diplomata russo, segundo o jornal, teria reportado a seus superiores em Moscou que Kushner fez a proposta durante um encontro realizado no começo de dezembro na Trump Tower, de acordo com comunicações russas interceptadas. Kislyak disse que o genro de Trump pediu que os encontros fossem realizados em missões diplomáticas russas nos EUA, como a embaixada ou os consulados.

A Casa Branca revelou o encontro em março, e o considerou insignificante. Mas pessoas ligadas ao caso do FBI dizem que a polícia federal americana agora considera o encontro, além de uma reunião de Kushner com um banqueiro russo, fatos de interesse da investigação.

Tanto a Casa Branca como o advogado de Flynn se recusaram a comentar. A embaixada russa não respondeu aos pedidos do jornal sobre um posicionamento.

O jornal diz que foi informado do encontro por meio de uma carta anônima ainda em dezembro. Nesta semana, oficiais confirmaram que o conteúdo da carta era consistente com a forma como a investigação apura que os eventos ocorreram. A carta cita ainda a possibilidade de que os encontros poderiam ser realizados em um "terceiro país".

Kushner é o único atual funcionário da Casa Branca que está em investigação pelo FBI nesse caso. 

O genro de Trump, 36 anos, é um dos principais assessores de Trump e tem muita influência nos temas nacionais e internacionais, inclusive ganhou espaço quando outro assessor de Trump, Steve Bannon --ligado à extrema-direita-- foi isolado dentro da Casa Branca.

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