Genro de Trump é foco de investigação sobre interferência russa, diz jornal

Do UOL, em São Paulo

  • Mandel Ngan/AFP

    23.mai.2017 - Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, e sua mulher, Ivanka Trump, desembarcam do avião presidencial no aeroporto de Roma (Itália)

    23.mai.2017 - Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, e sua mulher, Ivanka Trump, desembarcam do avião presidencial no aeroporto de Roma (Itália)

Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente, Donald Trump, se tornou um foco das investigações do FBI sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016 nos EUA, informou nesta quinta-feira (25) o "Washington Post".

Investigadores estão examinando uma série de reuniões que Kushner, casado com Ivanka Trump, também conselheira presidencial, teve com autoridades russas, entre elas um encontro com o embaixador russo e um banqueiro de Moscou em dezembro passado, segundo fontes próximas às investigações.

Kushner é o único atual funcionário da Casa Branca que está em investigação pelo FBI nesse caso. 

Segundo o jornal, o encontro de Kushner com o embaixador russo, Sergei Kislyak, ocorreu em dezembro, depois da vitória de Trump. Outro investigado pelo FBI, o ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn, esteve presente no primeiro encontro de Kushner com o diplomata russo. Em um segundo momento, o genro de Trump teria enviado uma pessoa para representá-lo no encontro com Kislyak.

Sabe-se que Flynn discutiu com Kislyak o fim das sanções impostas pelo governo de Barack Obama aos russos. O ex-assessor inclusive mentiu para o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, sobre a conversa com o diplomata russo e acabou renunciando ao cargo.

Flynn, acusado de ter recebido pagamentos não declarados de entidades russas, invocou no início desta semana seu direito ao silêncio, negando-se a facilitar documentos sobre seus vínculos com a Rússia.

Kushner também se reuniu em dezembro com Sergei Gorkov, presidente do Vnesheconombank, banco russo alvo das sanções americanas desde que o Kremlin anunciou a anexação da Crimeia.

Em abril, o jornal americano "The New York Times" informou que Kushner omitiu da equipe de transição responsável pela formação do governo de Trump os encontros com Kislyak e Gorkov.

Os advogados do genro de Trump dizem que ele se voluntariou a compartilhar com o Congresso o que sabe sobre estes encontros e que Kushner faria o mesmo se for solicitado sobre qualquer outra investigação.

Kushner, 36 anos, é um dos principais assessores de Trump e tem muita influência nos temas nacionais e internacionais, inclusive ganhou espaço quando outro assessor de Trump, Steve Bannon --ligado à extrema-direita-- foi isolado dentro da Casa Branca.

Kushner abandonou os cargos que ocupava no império imobiliário de sua família, segundo os documentos da Presidência, mas continua recebendo os rendimentos de investimentos familiares.

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