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Americana é condenada a prisão domiciliar por assédio sexual a mulher em avião

Heidi foi condenada a 8 meses de prisão domiciliar e 3 anos de liberdade condicional - Reprodução/Facebook
Heidi foi condenada a 8 meses de prisão domiciliar e 3 anos de liberdade condicional Imagem: Reprodução/Facebook

Colaboração para o UOL

12/07/2017 14h00

Uma mulher foi condenada a oito meses de prisão domiciliar e três anos de liberdade condicional por cometer assédio sexual contra outra passageira durante uma viagem de avião nos Estados Unidos. As informações são do jornal "El Pais".

Heidi Mckinney, 27 anos, embarcou num voo em Las Vegas no dia 8 de maio de 2016. Após se sentar, ela atacou uma jovem de 19 anos que ocupava a poltrona ao lado. A agressora acabou detida assim que o avião aterrissou em Portland.

Segundo a denúncia, McKinney colocou as mãos sobre os seios da vítima pouco depois de tomar assento. Em seguida, tirou fotos dela e tentou convencê-la a tomar uma bebida alcoólica que levou às escondidas para dentro do avião.

Diante da negativa da jovem, a acusada voltou a tocar suas partes íntimas - ao menos três vezes as genitais -, beijou sua orelha e a ofendeu verbalmente, num quadro completo de alteração. Além disso, na tentativa de intimidá-la, disse que era uma mulher “muito rica”.

“A mulher tocou o corpo da vítima e disse uma série de comentários indecentes e profanos. A intenção era claramente humilhar a vítima e abusar dela”, afirmou a acusação em março deste ano.

Já a defesa de McKinney argumentou que a agressora tem dificuldades para superar problemas com o álcool (foi inclusive multada por dirigir alcoolizada em duas ocasiões, em 2007 e 2015), e que já havia sofrido assédio sexual no passado. A pena, porém, não foi diminuída.

McKinney se negou a falar durante julgamento, mas se declarou culpada pelo assédio, pedindo inclusive desculpas a vítima por meio de um comunicado em escrito. Na sentença, a juíza orientou a acusada a “nunca mais beber”.