Com categoria máxima, furacão Maria se intensifica a caminho de Porto Rico

Em Miami

Atualmente com categoria 5, a mais alta na escala de intensidade Saffir Simpson, o furacão Maria voltou a aumentar a força de seus ventos máximos para 270 km/h no final da tarde desta terça-feira (19), enquanto se aproxima das Ilhas Virgens e de Porto Rico. 

Segundo o último boletim do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, Maria apresenta "destrutivos" ventos, marés de tempestade e chuvas torrenciais e é um furacão "potencialmente catastrófico".

O furacão está a 285 quilômetros de San Juan (Porto Rico) e a 130 quilômetros de Saint Croix, nas Ilhas Virgens americanas.

O fenômeno climático se desloca com uma velocidade de translação de 17 km/h e, segundo um provável padrão de trajetória, seu olho "se moverá hoje sobre o nordeste do Caribe, passará à noite perto ou sobre as Ilhas Virgens e, na quarta-feira (20), sobre Porto Rico".

Estes dois territórios sofreram há poucos dias a força de Irma, um poderoso furacão que também chegou a ter categoria 5 e causou 26 mortes no Caribe. Irma deixou um rastro de destruição em Barbuda, São Martinho, norte de Cuba e no sul da Flórida.

A tendência, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, é que o Maria sofra "oscilações na sua intensidade nos próximos dois dias", mas permanecerá como um "perigoso furacão de categoria 4 ou 5".

População em alerta

Diante das previsões nada animadoras, o órgão pede aos moradores de áreas de risco que "completem urgentemente os preparativos" para proteger suas vidas, devido às "marés de tempestade, inundações por chuva e os destrutivos ventos" provocados por Maria.

Em Porto Rico, cerca de 3,5 milhões de habitantes corriam, nesta terça-feira (19), para comprar produtos de primeira necessidade e proteger suas casas e negócios.

Foram abertos cerca de 500 abrigos com capacidade para 67.000 pessoas para enfrentar o furacão, que "poderia ser o pior do (último) século em Porto Rico", segundo o governador deste território americano, Ricardo Rossello Nevares.

Um toque de recolher foi instaurado nas Ilhas Virgens britânicas. "Embora Maria seja menos potente que o Irma, nossa situação também é muito diferente, (porque) nossas ilhas estão atualmente extremamente vulneráveis", explicou o primeiro-ministro desse território britânico, Orlando Smith, em um comunicado.

Destruição no Caribe

Com ventos com velocidade de até 260 quilômetros por hora, Maria deixou um rastro de destruição em sua passagem pelo Caribe, na noite de segunda-feira (18). 

As ilhas de Guadalupe, Martinica e Dominica, com graves danos em infra-estruturas, são as que sofreram os piores efeitos. Os fortíssimos ventos e chuvas torrenciais causaram alagamentos, destruição nos sistemas de fornecimento de energia e afetaram estradas.

Ao menos uma pessoa morreu na ilha francesa de Guadalupe, enquanto outras duas estão desaparecidas, anunciaram as autoridades locais. Há ainda duas pessoas feridas na ilha francesa de Martinica. 

A vítima em Guadalupe foi atingida por uma árvore e "não respeitou as recomendações de confinamento", declararam as autoridades. Duas pessoas desaparecidas estavam em uma embarcação que naufragou na costa.

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