Topo

Por questão de espaço, Cingapura proíbe aumento de número de carros nas ruas

Motoristas entram no distrito financeiro em Cingapura - Roslan Rahman/ AFP
Motoristas entram no distrito financeiro em Cingapura Imagem: Roslan Rahman/ AFP

Sebastian Tong

Da Bloomberg

24/10/2017 09h39

Cingapura, um dos lugares mais caros do mundo para se ter um veículo, deixará de ampliar o número total de carros em suas ruas no ano que vem.

O governo reduzirá a taxa de crescimento anual de automóveis e motocicletas de 0,25 por cento para zero a partir de fevereiro, informou o órgão regulador dos transportes na segunda-feira.

"Tendo em vista as limitações de território e as necessidades concorrentes, há uma margem limitada para uma expansão maior da malha rodoviária", afirmou a Autoridade dos Transportes Terrestres (LTA, na sigla em inglês), em comunicado, em seu website. As ruas já representam 12 por cento da área total da cidade-estado, informou o órgão.

Menor do que a cidade de Nova York, o território de Cingapura é uma commodity preciosa e as autoridades querem garantir o uso mais produtivo do espaço restante. A infraestrutura local está entre as mais eficientes do mundo e o governo investirá 28 bilhões de dólares de Cingapura (cerca de R$ 67,8 bilhões) a mais em transporte de trens e ônibus nos próximos cinco anos, informou o órgão regulador.

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Cingapura exige que os proprietários de automóveis comprem licenças -- chamadas Certificados de Direito -- que permitem que os detentores tenham veículos por 10 anos. Essas licenças têm oferta limitada e são leiloadas mensalmente pelo governo. No leilão mais recente, na semana passada, o custo da licença foi de 41.617 dólares de Cingapura para os veículos menores.

A LTA informou que a meta de crescimento zero abrangerá veículos das categorias A, B e D de seu sistema de permissões -- que incluem carros e motocicletas. A taxa de crescimento atual dos veículos de transporte de mercadorias e dos ônibus permanecerá em 0,25 por cento ao ano até março de 2021 para dar tempo para as empresas melhorarem a eficiência de suas operações e reduzirem o número de veículos comerciais exigidos, informou a LTA.

As mudanças não deverão afetar significativamente a oferta de permissões, considerando que a cota é determinada principalmente pelo número de cancelamentos de registros de veículos, informou o órgão regulador. O limite imposto à taxa de crescimento dos veículos será reavaliado em 2020.

Mais Internacional