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Como um falso médico arruinou a vida de 33 pacientes

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Colaboração para o UOL

08/02/2018 11h35

Poucas vezes a expressão "o barato que sai caro" fez tanto sentido. No norte da Índia, um médico, que agora se sabe nunca estudou para isso, anunciava tratamentos baratos e alternativos para as mais diversas doenças, de gripes a diarreias, sempre oferecendo injeções. Só que, ao que tudo indica, ele nunca trocou a agulha da seringa. O resultado: ao menos 33 pessoas infectadas com o vírus HIV, entre mais de 500 pacientes identificados.

O caso aconteceu em Bangarmau, no estado de Uttar Pradesh, onde a polícia já prendeu o suspeito, identificado como Rajendra Yadav. As autoridades locais comprovaram que ele é um charlatão, que se passava por médico para atender a carente comunidade local.

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Yadav percorria a região de bicicleta e batia de casa em casa oferecendo seus serviços de médico. Diante das precárias condições do sistema público de saúde indiano, ele conquistava os clientes oferecendo preços módicos pelo tratamento, que em reais podem ser contatos em centavos, apenas.

De acordo com o chefe da polícia local, Sushil Choudhary, as suspeitas de que havia algo errado começaram em novembro, quando o sistema de saúde identificou um número anormal de novos casos de HIV na região. Durante o tratamento, os infectados afirmam que foram tratados por Yadav e queixaram-se de que ele nunca mudou de agulha antes de aplicar as injeções.

De acordo com a "CNN", Yadav foi preso na casa de um parente nesta quarta-feira (7), um dia depois de a história ser revelada pela imprensa. Desaparecido desde dezembro, ele será acusado por espalhar uma doença perigosa, por tentativa de homicídios culposos e por exercício ilegal da medicina.

No final de 2016, a Índia tinha 2,1 milhões de pessoas vivendo com o vírus do HIV, de acordo com um relatório da ONU. Apesar do precário sistema de saúde, que recebe só 1,5% dos recursos federais, a Índia registou uma queda anual de 20% em novas infecções nos últimos anos.

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