Indonésios são açoitados em público por brincar com jogo infantil
Dois indonésios foram açoitados em público na terça-feira (27) por terem brincado com um jogo infantil, o que foi considerado uma violação a lei islâmica, na província de Aceh.
O castigo ocorreu sob olhares de centenas de espectadores, que ridicularizaram e tiraram fotos da dupla. Além deles, outras três pessoas foram punidas com açoites, incluindo um casal que foi castigado por demonstrar afeto em público. O grupo recebeu açoites com uma vara.
Aceh é a única província indonésia que adota a lei da sharia e onde as pessoas podem ser punidas com açoites por uma série de ofensas - de jogatina e beber álcool a fazer sexo gay ou ter relações fora do casamento.
Na terça-feira, Dahlan Silitonga, 61, e Tjia Nyuk Hwa, 45, foram açoitados seis e sete vezes, respectivamente, depois de terem sido presos por brincar com um jogo infantil que permite aos jogadores trocarem moedas por prêmios ou cupons.
A dupla foi acusada de jogatina enquanto outro homem, Ridwan MR, recebeu 19 açoites por estar envolvido no jogo.
"Isto cria um efeito dissuasivo para que as pessoas não repitam violações a lei islâmica da sharia", disse o prefeito de Aceh, Aminullah Usman. "Nós fizemos isso na frente do público de propósito... assim isso não vai se repetir".
Cerca de 300 espectadores, incluindo turistas, ridicularizavam o trio enquanto eles eram flagelados no lado de fora da mesquita. "Vocês são velhos. Demonstre remorso", a multidão gritava.
A não-muçulmana Tjia Nyuk Hwa tentava esconder o rosto com um véu branco. Vários não-muçulmanos foram punidos sob a lei dura de Aceh desde que a sharia foi adotada em 2001 como parte de um acordo com o governo central para encerrar uma longa insurgência.
Cerca de de 98% dos cinco milhões de moradores de Aceh são muçulmanos sujeitos a lei religiosa. Não-muçulmanos que cometeram alguma ofensa que viole as leis religiosa e nacional podem escolher ser processados sob cada um dos sistemas jurídicos.
Cristãos e outros não-muçulmanos às vezes escolhem ser açoitados para evitar o lento processo jurídico e o risco de prisão. (Com a AFP)
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.