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Ataques de Israel contra alvos iranianos na Síria deixam mais de 20 mortos, diz ONG

Do UOL, em São Paulo

10/05/2018 07h44

Pelo menos 23 soldados do regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, morreram após os ataques realizados na noite de quarta-feira por Israel contra posições do Irã e do Hezbollah, informou nesta quinta a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os mortos há cinco integrantes de forças regulares sírias, entre eles um oficial, e outros 18 soldados sírios e estrangeiros, segundo a ONG.

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Os mísseis tiveram como alvo posições militares das forças do regime sírio e de seus aliados perto de Damasco, assim como no triângulo formado pelas províncias de Al Quneitra, Deraa e Al Sweida, no sudoeste do país, na zona de fronteira com as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

Segundo o Observatório, o número de mortos poderia aumentar porque há feridos em estado grave, embora não tenha especificado seu número.

Menahem Kahana/AFP
Tanques israelenses protegem a fronteira do país com a Síria na região das Colinas de Golã Imagem: Menahem Kahana/AFP

Israel atacou com 28 aviões e 70 mísseis, diz Rússia

O Exército israelense utilizou 28 aviões e disparou 70 mísseis contra as infraestruturas iranianas na Síria, segundo o Ministério da Defesa da Rússia, e metade do projéteis foram destruídos pelo sistema de defesa antiaéreo sírio.

"Vinte e oito aviões israelenses F-15 e F-16 participaram nos bombardeios e dispararam 60 mísseis do tipo ar-terra contra várias regiões sírias. Além disso, mais 10 mísseis táticos do tipo terra-terra foram disparados a partir de Israel", afirmou o ministério em um comunicado.

Os ataques, "com o pretexto de 'responder' a disparos contra as posições israelenses em Golã", aconteceram entre 1h45 e 3h45 locais, de acordo com o ministério da Defesa da Rússia.

"Foram atingidas posições das forças iranianas e posições ligadas ao sistema de defesa antiaérea síria na área de Damasco e no sul da Síria", afirmou o ministério.

"Os danos sofridos pelas forças iranianas e as infraestruturas militares e civis sírias estão sendo avaliados", completa o comunicado. (Com agências internacionais)