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Submarino argentino tinha 43 homens e 1 mulher: quem eram os tripulantes

Do UOL, em São Paulo

17/11/2018 11h47

Com 44 tripulantes a bordo, o submarino Ara San Juan S-42  partiu da base militar de Ushuaia, no sul da Argentina, em 13 de novembro de 2017, tendo como destino Mar del Plata. Mas, dois dias depois, em 15 de novembro, a embarcação perdeu a comunicação com os militares em terra, a uma distância de 430 quilômetros da Península Valdés. 

Neste sábado, 366 dias após o desaparecimento do submarino, o Ministério da Defesa e a Armada Argentina informaram que o Ara San Juan foi localizado. Ele foi achado a leste da Península Valdés, na Patagônia argentina, a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia, onde havia sido montado o centro de operações durante a busca.

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A Marinha Argentina ainda não informou quando o submarino vai ser retirado, nem em que condições o equipamento foi encontrado. Os militares informaram que, nas próximas horas, serão divulgados os próximos passos da operação.

Conheça abaixo que são os 44 tripulantes do ARA San Juan.

Pedro Martín Fernández

Reprodução
Imagem: Reprodução

Capitão de fragata, era o comandante do submarino. Tinha 45 anos, casado e pai de três filhos. Nasceu em Tucumán, no norte da Argentina. Em 2 de março de 2015, mudou-se para a cidade costeira de Mar del Plata, 400 quilômetros ao sul da capital, base do "San Juan" e onde vive quase toda tripulação. No dia 6 de novembro, antes de zarpar de volta para Mar del Plata procedente de Ushuaia, 3.200 quilômetros ao sul de Buenos Aires, comandou uma viagem submersa do "San Juan". Dela participaram autoridades do governo e do Judiciário da província de Tierra del Fuego.

Jorge Ignacio Bergallo

Reprodução
Imagem: Reprodução

Capitão de corveta, vivia em Mar del Plata. Tem uma filha. Seu pai, Jorge Bergallo, foi comandante do ARA San Juan e também da Fragata Libertad e tem muito orgulho da profissão escolhida pelo filho

Fernando Vicente Villarreal

Reprodução
Imagem: Reprodução

Tenente de navio, nasceu em Ushuaia, lugar em que cresceu e estudou grande parte da escola primária. Vivia em Mar del Plata com sua mulher e filha. Segundo seu pai, Fernando era “muito solidário, altruísta, respeitoso, cada vez que alguém precisa de ajuda ele se dispõe”, afirma

Fernando Ariel Mendoza

Reprodução
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Tenente de navio, nasceu em Concordia, Entre Ríos. Estudou na Escola Técnica Nº 1 antes de se mudar para Mar del Plata

Diego Manuel Wagner

Reprodução
Imagem: Reprodução

Tenente de navio, tinha 38 anos, deixou mulher e três filhos. Nasceu em Olavarría e vivia em Mar del  Plata

Eliana María Krawczyk

Ministerio de Defensa de Argentina/Reuters
Imagem: Ministerio de Defensa de Argentina/Reuters

Tenente de navio, tinha 35 anos. Sonhava ser engenheira industrial, mas se tornou a primeira submarinista sul-americana. Nascida em Oberá, na província argentina de Misiones, conheceu o mar apenas aos 21 anos. A morte de um irmão em um acidente e a perda da mãe, por um infarto, mudaram sua vida. Ela se inscreveu na Escola Naval e, em 2012, tornou-se submarinista. Aos 35 anosvirou chefe de Armas do submarino. Sobre sua vida embarcada e sobre sua condição de única mulher, dizia se sentir à vontade. "Sempre vivi bem, e sempre gostei. Não tive nenhum freio, nem intervenção de ninguém. E nunca tive qualquer problema. Durmo com dois companheiros no mesmo camarote. Sou a única mulher a bordo e me sinto bem, contente e feliz", contou ela, em uma entrevista.

Víctor Andrés Maroli

Reprodução
Imagem: Reprodução

Tenente de navio, tinha 37 anos e estava na Marinha desde 2002. Nasceu em Villa María. Era licenciado da área de recursos humanos da Defesa

Adrián Zunda Meoqui

Adrián Zunda Meoqui - Reprodução
Adrián Zunda Meoqui
Imagem: Reprodução

Tenente de fragata

Renzo David Martín Silva

Reprodução
Imagem: Reprodução

Tenente de fragata, tinha 32 anos e tinha marcado casamento para 2018. Entrou para a Escola Naval aos 18 anos e sonhava em ser tripulante de submarino desde a infância em sua natal, San Juan, uma província próxima da Cordilheira dos Andes. Vivia com María Eugenia Ulivarri Rodi, também militar, com quem casaria.

Jorge Luis Mealla

Reprodução
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Tenente de corveta, tinha 30 anos e vivia há cinco em Mar del Plata. Era o mais velho de quatro irmãos. Após esta missão do submarino, voltaria para sua terra natal, Jujuy, para passar o Natal e o Ano Novo com a família

Alejandro Damián Tagliapietra

Reprodução
Imagem: Reprodução

Tenente de corveta, tinha 27 anos. Se mudou de Beccar para Mar del Plata em 2017

Javier Alejandro Gallardo

Reprodução
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Suboficial principal, tinha 47 anos e vivia em Mar del Plata com sua família. Torcedor fanático do Boca Juniors

Alberto Cipriano Sánchez

Suboficial primeiro

Walter Germán Real

Reprodução
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Suboficial primeiro

Hernán Ramón Rodríguez

Acervo Pessoal
Imagem: Acervo Pessoal

Suboficial primeiro, era o chefe de máquinas do ARA San Juan, onde trabalha há nove anos. Nascido em General Alvear, era casado e vivia em Real 

Cayetano Hipólito Vargas

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Suboficial segundo, tinha 45 anos, deixou mulher e dois filhos. Nascido em Angaço, província de San Juan, vivia há muitos anos em Mar del Plata

Roberto Daniel Medina

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Suboficial segundo, tinha 40 anos, deixou mulher e dois filhos. Vivia com a sua família em Mar del Plata, para onde se mudou para terminar os estudos. Nasceu em Atocha, Salta, mas viveu um tempo em Buenos Aires para integrar a Armada argentina. Tinha experiência em manobras marítimas de patrulha no Atlântico

Celso Oscar Vallejos

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Suboficial segundo

Hugo Arnaldo Herrera

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Suboficial segundo, nasceu em Jujuy

Víctor Hugo Coronel

Suboficial primeiro, era o enfermeiro do ARA San Juan. Nascido em Libertador, Jujuy, deixou mulher e filhos

Víctor Marcelo Enríquez

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Suboficial segundo, tinha 37 anos, deixou mulher e duas filhas, de 5 e 11 anos. Nasceu em Las Margaritas, Salta. Vive em Mar del Plata

Ricardo Gabriel Alfaro Rodríguez

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Suboficial segundo, tinha 37 anos e vivia com a mulher e o filho em Mar del Plata. Estava encarregado da cozinha, e trabalhava no submarino há quatro anos

Daniel Adrián Fernández

Suboficial segundo

Luis Marcelo Leiva

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Suboficial segundo

Jorge Ariel Monzón

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Cabo principal, deixou mulher e uma filha. Nascido em Caseros, vivia com a sua família em Mar del Plata

Jorge Eduardo Valdez

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Cabo principal, tinha 33 anos. Deixou uma filha pequena. Nasceu em Hipólito Yrigoyen, Salta, mas vivia com a família em Mar del Plata

Cristian David Ibañez

Cabo principal, era parte da equipe de radaristas do submarino

Mario Armando Toconas

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Primeiro-cabo, 36, ingressou na Marinha há 13 anos. Deixou sua Patagônia natal para se instalar em Mar del Plata perto da base naval, para onde foi destinado. Pai de um garoto de oito anos, deixou a mulher quando ela estava grávida de seu segundo filho. 

Franco Javier Espinoza

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Cabo principal, tem 33 anos, deixou uma menina de cinco anos. Era parte da tripulação do submarino há mais de cinco anos. Sua família é de Jujuy, mas vivia em Mar del Plata

Jorge Isabelino Ortiz

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Cabo principal, tinha 32 anos, deixou mulher e filho de dois anos. Nasceu em Posadas, e tinha dois irmãos mais novos. Era encarregado no submarino pelo setor elétrico e pelos motores

Hugo Dante César Aramayo

Cabo principal, tinha 33 anos e nasceu em Jujuy

Luis Esteban García

Cabo principal, tinha 31 anos e nasceu em Tucumán. Deixou mulher e dois filhos

Sergio Antonio Cuellar

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Primeiro-cabo

Fernando Gabriel Santilli

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Cabo principal, tinha 35 anos e era tripulante de submarino desde 2010. Engenheiro de formação, deixou muito jovem sua província natal de Mendoza para buscar seu sonho. Com um pouco mais de um ano, seu filho Stefano aprendeu a dizer "papai" nesses últimos dias, contou sua esposa, Jessica Gopar, no Facebook. "Oi Fernando. Aqui cada dia é um pouco mais duro. Há momentos de esperança e outros de angústia. Muitas pessoas rezam por você, não sabe quantas. Stefano aprendeu a dizer 'papai'. Diga a ele, filho, diga-lhe que ele virá....", acrescenta Jessica. E pede ao comandante do "San Juan": "Faça o impossível para voltar à superfície. Tem 44 almas nas mãos. Que Deus faça um milagre. Eu te espero, meu amor. Até logo"

Alberto Ramiro Arjona

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Cabo principal, tinha 32 anos, deixou mulher e duas filhas. A família vivia em Mar del Plata há mais de uma década. Nasceu em Campo Quijano, em Salta

Enrique Damián Castillo

Cabo principal

Luis Carlos Nolasco

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Cabo principal, deixou duas filhas de quatro e sete anos. Ingressou na Armada argentina em 2007. Nascido em Salta, morava em Miramar

David Alonso Melián

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Cabo principal, tinha 30 anos e integrava a Armada há oito anos. Nascido em El Bobadal, era parte de uma família de nove irmãos

Germán Oscar Suárez

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Cabo principal, era sonarista de Santa Fé e, entre 2008 e 2014, esteve no estaleiro Cindar Tandanor. Deixou mulher. Dizia que era quase impossível que algo de errado ocorresse na embarcação

Daniel Alejandro Polo

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Cabo principal, nasceu em San Pedro de Jujuy, mas vivia em Mar del Plata

Leandro Fabián Cisneros

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Cabo principal, tinha 28 anos e estava na Marinha há sete. Era recém casado com uma mulher que também trabalha na Marinha argentina. Viveu cinco anos em Bahía Blanca e dois em Mar del Plata somo submarinista. Em seus dois últimos anos de trabalho, especializou-se em imersão para integrar a tripulação do ARA San Juan

Luis Alberto Niz

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Caob principal, tinha 25 anos e estava com casamento marcado com a também cabo Alejandra  Morales em 7 de dezembro de 2017. Promovido em 2016, Niz foi destinado ao "ARA San Juan". Nasceu em uma província sem litoral, La Pampa.

Federico Alejandro Alcaraz Coria

Cabo principal, tinha 27 anos e era maquinista do San Juan há um ano. Nascido em El Volcán, San Luis

Aníbal Tola

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Cabo segundo. Enviou para a sua família sua última foto tirada em Ushuaia, de onde partiu o submarino

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