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Aparecimento de peixe raro provoca medo de catástrofe no Japão

Reprodução/Instagram/Uozaaquarium
22.fev.2019 - Raro, peixe-remo habita em águas profundas e pode chegar a mais de 5 metros de comprimento Imagem: Reprodução/Instagram/Uozaaquarium

Do UOL, em São Paulo

2019-02-22T22:44:44

22/02/2019 22h44

Reza a lenda que o aparecimento do peixe-remo antecede catástrofes no Japão, como terremotos e tsunamis. Há algumas semanas, o animal foi avistado nas águas japonesas, o suficiente para que rumores de uma iminente tragédia tomassem forma nas redes sociais.

"Temores de um desastre natural estão crescendo no Japão devido a um raro peixe-remo (...) lendas dizem que eles vão para a costa antes de terremotos submarinos", escreveu uma usuária no Twitter.

Algumas pessoas garantem que viram o animal pouco antes do terremoto e tsunami que assolou Fukushima, em 2011, e levou ao rompimento de uma usina nuclear na região e à morte de cerca de 20 mil pessoas.

Especialistas, no entanto, garantem que não há qualquer relação entre os peixes e os fenômenos que, vez ou outra, atingem o país.

O peixe-remo pode medir de 5 a quase 11 metros de comprimento e tem um corpo fino e prateado. Ele costuma viver a 200 metros de profundidade, no Oceano Índico e na porção norte do Pacífico, sendo rara sua aparição na superfície.

Segundo informações do "Japan Times", desde o começo do ano, seis exemplares apareceram no mar do Japão, dois deles capturados por redes de pesca. O jornal sul-coreano JoongAng Ilbo também reportou o aparecimento de um no país, no dia 8 de janeiro.

Mensageiro de terremotos?

De acordo com uma lenda japonesa, o peixe-remo é um mensageiro do palácio do rei Mar que prenuncia terremotos.

Embora alguns cientistas acreditem que o peixe-remo pode se deslocar para águas mais rasas ao detectar alterações eletromagnéticas decorrentes do movimento de placas tectônicas -- um dos fatores que podem ocasionar tsunamis --, ainda é cedo para determinar as causas que levaram o peixe a ser avistado. 

Ouvido pela CNN, Kazusa Saiba, tratador do aquário de Uozu, no Japão, acredita que o aumento na temperatura dos oceanos e mudanças súbitas na crosta terrestre, que alteram a dinâmica das correntes marítimas, podem explicar a vinda dos peixes à superfície.

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