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Brasil não vai intervir, mas pressionará até que Maduro saia, diz Mourão

O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, deixa a sede do Círculo Militar, na zona sul de São Paulo, hoje - Marcelo Chello/CJPress/Folhapress
O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, deixa a sede do Círculo Militar, na zona sul de São Paulo, hoje Imagem: Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

26/02/2019 17h06

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse hoje em São Paulo que o Brasil não vai intervir na Venezuela, mas vai pressionar o regime de Nicolás Maduro até o ditador "compreender" que deve deixar o comando do país:

A nossa posição é usar a diplomacia como método e as pressões políticas e econômicas necessárias, até que o senhor Nicolás Maduro compreenda que é a hora de ele se retirar

O Brasil já declarou apoio ao presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, antes presidente do Legislativo local.

Ontem, Mourão e o chanceler Ernesto Araújo participaram em Bogotá da reunião do Grupo de Lima, que reúne países das Américas para acompanhar a situação na Venezuela. O grupo pediu ao Tribunal Penal Internacional que condene a "violência criminosa" do regime de Nicolás Maduro e descartou o uso da força.

Perguntas e respostas para entender a crise nas fronteiras da Venezuela

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Após o encontro, o vice disse que a Venezuela não conseguirá sair sozinha da "opressão chavista", mas descartou uma intervenção. 

Mourão está na capital paulista para participar da cerimônia de posse do conselho diretor da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança).

O vice-presidente também tinha em sua agenda uma reunião com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que foi desmarcada em cima da hora devido ao atraso na chegada de Mourão a São Paulo.

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