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CEO da Boeing diz que 737 MAX pode voltar a voar gradualmente

Boeing 737 Max está impedido de voar desde março por conta de dois acidentes fatais - Divulgação
Boeing 737 Max está impedido de voar desde março por conta de dois acidentes fatais Imagem: Divulgação

em Nova York (EUA)

11/09/2019 20h04

O avião 737 MAX da Boeing pode ser autorizado a voltar a voar gradualmente, afirmou o CEO da empresa, Dennis Muilenburg, acrescentando que há possibilidade de isso acontecer ainda neste ano.

"Uma possibilidade é a liberação em fases", disse Muilenberg em uma conferência para investidores na Califórnia, nos Estados Unidos.

A aeronave está em solo desde meados de março, após dois acidentes fatais, mas pode voltar a operar em um cronograma escalonado em diferentes países.

Muilenburg disse que a empresa ainda está trabalhando alguns pontos com a Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês), mas que "todo esse trabalho sustenta nosso planejamento de uma volta ao serviço mais cedo no quarto trimestre".

A companhia está trabalhando em questionamentos da Agência de Segurança na Aviação da União Europeia (UE), que expressou preocupação com os requisitos de treinamentos de pilotos e sobre o mau funcionamento do "ângulo de ataque", que levou ao defeito no sistema anti-estol - ligado à queda dos aviões da Lion Air e da Ethiopian Airlines.

"Não veria esses (questionamentos) como divisivos", disse Muilenburg. "Eu acho apenas que são questões que precisamos responder como parte do processo", completou.

A Boeing reduziu a produção do 737 MAX de 52 para 42 por mês, devido à proibição de voar. Segundo a companhia, em julho, essa redução pode ser ainda maior.

Muilenburg disse que a Boeing ainda considera a possibilidade de interromper temporariamente a produção em alguns panoramas, mas "nossa tendência agora é manter uma taxa estável de 42 por mês".

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