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Página de Facebook ajuda a desvendar crime após 15 anos sem solução

Corpo de Deborah Elaine Deans estava enterrado no quintal da casa de Kimberly Hancock (foto), que foi presa - @NashCountySO/Twitter
Corpo de Deborah Elaine Deans estava enterrado no quintal da casa de Kimberly Hancock (foto), que foi presa Imagem: @NashCountySO/Twitter

Do UOL, em São Paulo

30/10/2019 13h54

A camareira Deborah Elaine Deans, de 29 anos, desapareceu sem deixar rastros em 2004, no estado norte-americano da Carolina do Norte. De lá para cá, as autoridades locais procuraram em vão por uma pista que ajudasse a desvendar seu paradeiro.

A pista chegou depois de 15 anos, graças a uma página de Facebook chamada Fighting Crime News and Who's Wanted, que conta com 63 mil seguidores. O endereço reúne todo tipo de denúncia no estado, desde homicídios até furtos.

Uma pessoa publicou um vídeo sobre o caso de Deborah Elaine Deans na página em 20 de outubro, incentivando outros usuários a publicar informações a respeito sob anonimato. Resultado: quatro dias depois, a cunhada da camareira, Kimberly Hancock, de 49 anos, foi detida acusada de homicídio.

Segundo o jornal The Washington Post, a mãe de Deborah havia denunciado seu desaparecimento em abril de 2004, informando à imprensa local que não a via desde janeiro do mesmo ano. Naquele mês, a camareira havia saído da prisão onde cumprira pena por assinar cheques sem fundos.

Quando Kimberly Hancock foi ouvida pelas autoridades, disse que também não via Deborah desde janeiro. Segundo sua versão, as duas haviam discutido, e a cunhada entrou em contato com alguém para que a buscasse. Dois dos quatro filhos de Deborah ficaram sozinhos, enquanto os outros estariam com a avó.

No entanto, a página do Facebook conseguiu uma informação que "se mostrou muito exata e confiável", segundo o xerife Keith Stone, do condado de Nash. Segundo ele, os restos mortais da camareira estavam enterrados na casa de Kimberly, conforme descrito em um e-mail "muito detalhado" enviado à administração da página. A identidade da vítima foi atestada com um exame de DNA.

"Descobri que muita gente não gosta de falar com a Polícia simplesmente porque se assusta", disse a administradora da página, que não teve seu nome divulgado.

Ouça o podcast Ficha Criminal (https://noticias.uol.com.br/podcast/ficha-criminal/), com as histórias dos criminosos que marcaram época no Brasil.

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