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Air France e mais aéreas mudam rotas para evitar espaço aéreo do Irã

Fredrik von Erichsen/EFE
Imagem: Fredrik von Erichsen/EFE

Do UOL*

Em São Paulo

08/01/2020 06h59

Um dia após os ataques do Irã a duas bases militares dos Estados Unidos no Iraque, diversas companhias aéreas anunciaram a alteração de rotas de seus voos para evitar o espaço aéreo do Irã.

A companhia aérea franco-holandesa Air France-KLM informou hoje que decidiu suspender todos os voos em espaço aéreo de Irã e Iraque, como medida preventiva.

A decisão veio após o Irã lançar um ataque com mísseis contra bases aéreas utilizadas por tropas americanas no Iraque ontem à noite, em retaliação a um bombardeio dos EUA que matou o principal líder do Irã, no fim da semana passada.

Medidas similares foram anunciadas por outras empresas como a alemã Lufthansa, que informou ter cancelado voos para Teerã e Erbil, e a Singapore Airline, que comunicou hoje que os voos da companhia evitarão o espaço aéreo do Irã.

A Taiwan EVA Air, por sua vez, disse que os voos europeus da companhia passaram a evitar sobrevoar o Irã na manhã de hoje. Já a Malaysia Airlines comunicou que evitará o espaço aéreo do conflito no Irã".

A companhia australiana Qantas disse que está alterando as suas rotas de Londres para Perth, na Austrália, a fim de evitar o espaço aéreo do Irã e do Iraque até novo aviso.

A rota mais longa significa que a Qantas terá de transportar menos passageiros e usar mais combustível para permanecer no ar por mais 40 a 50 minutos.

As companhias aéreas Emirates e Flydubai, dos Emirados Árabes Unidos, cancelaram os voos para Bagdá. Fonte da Flightradar, que monitora o tráfego aéreo, disse que dois voos da Emirates fizeram rota diferente para evitar a passagem pelo Iraque, enquanto um voo da Air Canada para Dubai redirecionou o trajeto pelo Egito e a Arábia Saudita

Queda de avião

Em meio a mudanças de rota de companhia aéreas em seu espaço aéreo, o Irã lida também com a queda de um avião nas últimas horas. Uma aeronave da Ukraine International Airlines com 176 pessoas a bordo caiu logo após decolar do aeroporto de Teerã com destino a Kiev. A embaixada da Ucrânia no Irã primeiramente disse que o Boeing 737 sofreu uma falha no motor e que o acidente não foi causado por "terrorismo". Porém, posteriormente a embaixada informou que as causas do acidente não haviam sido divulgadas e que quaisquer comentários anteriores não eram oficiais.

*Com informações do Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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