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Escritora desiste de disputar candidatura democrata à presidência dos EUA

Sem Marianne Williamson, disputa por candidatura democrata tem ainda 13 nomes - Josh Edelson/AFP
Sem Marianne Williamson, disputa por candidatura democrata tem ainda 13 nomes Imagem: Josh Edelson/AFP

Do UOL, em São Paulo

10/01/2020 17h03

A escritora Marianne Wlliamson anunciou hoje a suspensão de sua pré-candidatura à presidência dos Estados Unidos. Democrata da Califórnia, ela era uma das opções às primárias do partido para definir um candidato que disputará o pleito de 2020.

Desde janeiro de 2019, Williamson é a 16ª pré-candidatura que abre mão de concorrer à vaga democrata para 2020. Antes dela, Richard Ojeda, Eric Swalwell, Mike Gravel, John Hickenlooper, Jay Inslee, Seth Moulton, Kirsten Gillibrand, Bill de Blasio, Tim Ryan, Beto O'Rourke, Wayne Messam, Joe Sestak, Steve Bullock, Kamala Harris e Julián Castro também já abriram mão da corrida à Casa Branca. Outros 13 pré-candidatos seguem.

Em carta a seu eleitorado, Marianne Williamson afirmou que pretendia disputar a presidência dos EUA em 2020 "para ajudar a forjar outra direção para o nosso país". "Eu queria discutir coisas que achava que precisavam ser discutidas e que não eram. Eu sinto que fizemos isso", argumentou.

"Fiquei na disputa para aproveitar todos os esforços possíveis para compartilhar nossa mensagem. Com caucuses e primárias agora prestes a começar, no entanto, não conseguiremos reunir votos suficientes nas eleições para elevar nossa conversa a mais do que está agora. As primárias podem ser disputadas entre os principais candidatos, e eu não quero atrapalhar um candidato progressista a vencer nenhum deles", explicou ela.

No texto, Marianne Williamson agradece "àqueles que apoiaram minha candidatura por todos esses meses". Mesmo fora da briga, a escritora reiterou seu agradecimento à discussão de ideias que defende — como o cuidado a crianças carentes, o empreendimento de uma agenda de paz e a possibilidade de novos modelos de saúde pública, entre outros.

I ran for president to help forge another direction for our country. I wanted to discuss things I felt needed to be discussed that otherwise were not. I feel that we have done that. I stayed in the race to take advantage of every possible opportunity to share our message. With caucuses and primaries now about to begin, however, we will not be able to garner enough votes in the election to elevate our conversation any more than it is now. The primaries might be tightly contested among the top contenders, and I don't want to get in the way of a progressive candidate winning any of them. As of today, therefore, I'm suspending my campaign. My deepest gratitude to those of you who supported my candidacy for all these months. The ideas we discussed are important, and I hope they'll find seed in other ways and in other campaigns. From rescuing underserved, at risk and traumatized children; to proactively waging an agenda for peace and making humanity itself America's greatest ally; to integrative health models within our health care system and incentivizing health; to reparations to achieve deeper reconciliation between races; to repudiating the corporate aristocracy; to the creation of a more mindful politics; to changing from an economic to a humanitarian bottom line; to initiating a season of moral repair—we brought issues to the fore that I hope contributed to the campaign season. I remain as committed to them going forward as I was on the day we began. I learned many things about America during this campaign. I'm more convinced than ever that we're a good and decent people, that democracy matters, and that what our country has always stood for is worth struggling for. I will continue in that struggle, and I know that you will too. To my dedicated supporters, I will hold you in my heart forever. May you be blessed on your journeys as you have so blessed mine. Finally, these are not times to despair; they are simply times to rise up. Things are changing swiftly and dramatically in this country, and I have faith that something is awakening among us. A politics of conscience is still yet possible. And yes...love will prevail.

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"Aprendi muitas coisas sobre a América durante esta campanha. Estou mais convencida do que nunca de que somos um povo bom e decente, que a democracia é importante e que vale a pena lutar pelo que nosso país sempre representou. Continuarei nessa luta e sei que você também", afirmou.

"Aos demais candidatos democratas, desejo-lhes tudo de bom no caminho a seguir. Foi uma honra estar entre vocês. Qualquer um de vocês que ganhar a indicação, estarei lá com toda a minha energia e com total apoio", acrescentou.

Em seu encerramento, Marianne Williamson afirmou que "não é hora de se desesperar". "As coisas estão mudando rápida e dramaticamente neste país, e acredito que algo está despertando entre nós. Uma política de consciência ainda é possível. E sim, o amor prevalecerá", concluiu.

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