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Jornal se desculpa após cortar ativista negra de foto com Greta Thumberg

Vanessa Nakate com as suecas Greta Thunberg e Isabelle Axelsson, da alemã Luisa Neubauer e da suíça Loukina Tille - AFP
Vanessa Nakate com as suecas Greta Thunberg e Isabelle Axelsson, da alemã Luisa Neubauer e da suíça Loukina Tille Imagem: AFP

Do UOL

25/01/2020 19h55

A agência de notícias Associated Press teve que se desculpar depois de cortar Vanessa Nakate, uma ativista climática de Uganda, de uma foto em que ela aparecia ao lado de outras ativistas, entre elas a sueca Greta Thumberg.

Na foto original, feita em Davos, na Suíça, Vanessa era a única negra entre outras quatro mulheres brancas.

"É a primeira vez na minha vida que entendo a definição da palavra racismo", disse Nakate em um comunicado divulgado nas redes sociais.

Ela confrontou o veículo e lembrou que era a única representante de todo o continente africano no grupo de jovens ativistas: "Por que você me removeu da foto? Eu fazia parte do grupo! A AP não apenas apagou uma foto, mas apagou um continente".

Em comunicado divulgado ontem, a editora executiva da AP, Sally Buzbee, pediu desculpas pelo incidente.

"Lamentamos a publicação de uma foto nesta manhã que não mostrou a ativista climática ugandense Vanessa Nakate, a única pessoa de cor na foto. Como organização de notícias, nos preocupamos profundamente em representar com precisão o mundo que cobrimos", disse Buzbee.

A chefe da agência de notícias disse que treina sua equipe "para serem sensíveis a questões de inclusão e omissão" e que discutiu a questão pessoalmente com o profissional responsável pelo corte da foto.

"Conversamos internamente com nossos jornalistas e aprenderemos com esse erro de julgamento", acrescentou.

Greta Thunberg, que eleita personalidade do ano pela revista Time aos 16 anos e aparece na foto em questão, se manifestou e disse que o ocorrido é "completamente inaceitável".

Nakate comentou, mais tarde, que recebeu dezenas de comentários dizendo que ela deveria ter se posicionado no meio da foto com as outras ativistas. Mas ela questionou: "Um ativista africano tem que ficar no meio apenas por medo de ser cortado?"

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