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Coronavírus não deve 'desaparecer' com o calor, alertam cientistas dos EUA

Um estudo feito na China mostrou que, mesmo sob altas temperaturas, o vírus ainda se espalha exponencialmente - Carlos Barria/Reuters
Um estudo feito na China mostrou que, mesmo sob altas temperaturas, o vírus ainda se espalha exponencialmente Imagem: Carlos Barria/Reuters

Do UOL, em São Paulo

08/04/2020 22h04Atualizada em 08/04/2020 22h50

Um grupo de cientistas renomados alertou hoje a Casa Branca que não há evidências de que o novo coronavírus vai desaparecer assim que o tempo esquentar, como acredita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país vive agora a primavera, e o verão começa em junho.

A avaliação, segundo publicado pela CNN, foi feita por membros de um comitê da Academia Nacional de Ciências (NAS, na sigla em inglês). Em carta, eles explicam que os dados sobre o comportamento do vírus em climas mais quentes não são claros e que isso pode nem importar muito, uma vez que poucas pessoas no mundo são imunes a ele.

"Existem evidências que sugerem que [o coronavírus] pode ser transmitido de forma menos eficiente em ambientes com temperaturas mais altas e de maior umidade. No entanto, dada a ausência de hospedeiros imunes [no mundo], essa redução na eficiência pode não levar a uma queda significativa na disseminação da doença", alertam os cientistas.

Como exemplo, a carta cita um estudo feito na China, cujos experimentos demonstraram que, mesmo sob altas temperaturas e umidade, o vírus ainda se espalha exponencialmente, com cada infectado contaminando outras duas pessoas, em média.

Os cientistas ainda destacaram evidências do "mundo real", como Austrália e Irã, que têm climas quentes e estão vivenciando uma rápida propagação da covid-19. "Como esses países estão passando por uma rápida disseminação do vírus, não se deve presumir que os casos possam diminuir em outros lugares com o aumento da temperatura e da umidade", afirmam.

Situação da covid-19 nos EUA

Os EUA registraram, nas últimas 24 horas, mais 24.326 casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Agora, o país soma 423.135 casos confirmados de covid-19 —o índice mais alto do mundo.

Ao todo, os EUA já registraram 14.390 mortes pela doença, ainda de acordo com a Johns Hopkins. Só de ontem para hoje, foram 1.495 novos óbitos.

Todos os 50 estados, o distrito de Columbia e outros territórios norte-americanos têm registros de casos. O estado de Wyoming é o único que ainda não tem nenhuma morte.

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