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Não podemos dizer que curados estão imunes ao coronavírus, alerta OMS

30.mar.2020 - De avental de plástico, enfermeira colhe amostra para teste de coronavírus em Chessington, no Reino Unido  - Dan Kitwood/Getty Images
30.mar.2020 - De avental de plástico, enfermeira colhe amostra para teste de coronavírus em Chessington, no Reino Unido Imagem: Dan Kitwood/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/04/2020 15h36Atualizada em 27/04/2020 15h42

A chefe clínica das ações da OMS (Organização Mundial da Saúde) contra o novo coronavírus, Maria Van Kerkhove, afirmou hoje que ainda não há estudos suficientes que provem que as pessoas que se curaram da covid-19 estão imunes à doença.

"Neste momento, quatro meses depois do início desta pandemia, ainda não podemos dizer que a presença de anticorpos para o coronavírus significa que alguém está imune", alertou Van Kerkhove durante coletiva da OMS. "Não há nenhum estudo que relacione os anticorpos à imunidade."

A epidemiologista acrescentou, porém, que autoridades acreditam que aqueles que foram infectados terão "algum tipo de proteção adicional" contra a covid-19 em relação aos que não ficaram doentes.

"O que não sabemos neste momento", explica, "é o quão forte essa proteção é, se ela existe em todas as pessoas que foram infectadas e por quanto tempo ela dura", disse Van Kerkhove.

Segundo a representante da OMS, estudos preliminares de diversos países sugerem que boa parte da população infectada ainda permanece suscetível ao vírus. Essa característica é importante porque significa, na prática, que ainda existem muitas pessoas que podem ficar doentes de novo.

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