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Johnson: Reino Unido está investindo, mas vacina da covid 'não é garantida'

10.mai.2020 - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, esclarece a próxima fase de relaxamento do lockdown no país - Divulgação/10 Downing Street via Getty Images
10.mai.2020 - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, esclarece a próxima fase de relaxamento do lockdown no país Imagem: Divulgação/10 Downing Street via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

11/05/2020 16h56Atualizada em 11/05/2020 17h09

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou hoje que, apesar do massivo investimento do governo britânico, ainda não há garantias de que uma vacina para o novo coronavírus possa ser desenvolvida. A declaração foi publicada pelo jornal "The Guardian".

"Estou sabendo de coisas muito encorajadoras sobre o que [a Universidade de] Oxford está fazendo para chegar a uma vacina, mas isso não é garantido. Mesmo 18 anos depois, ainda não temos uma vacina para a SARS", disse, se referindo à Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês, cujo surto deixou 774 mortos entre 2002 e 2003.

Johnson reforçou, porém, que o Reino Unido está na vanguarda dos estudos para desenvolver uma vacina e que o governo está investindo "enormes quantias" no processo. E acrescentou: "Se você me perguntar se estaremos convivendo com isso [a covid-19] por muito tempo... Não posso dizer."

O primeiro-ministro também disse acreditar que é possível que o país tenha que se tornar "cada vez mais flexível, mais ágil e mais inteligente" na maneira com que lida com a covid-19 e futuras epidemias.

O chefe do conselho científico do governo britânico, Patrick Vallance, concordou que ainda não é possível garantir o desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus, mas admitiu que "ficaria surpreso se não conseguíssemos alguma coisa".

O Reino Unido é hoje o terceiro país com maior número de casos confirmados de covid-19, 224.328, atrás apenas de Estados Unidos (1,34 milhão) e Espanha (224.350), de acordo com balanço da Universidade Johns Hopkins. O próprio Boris Johnson foi um dos infectados. Já o número de mortes passa de 32 mil.

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