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Líbano determina prisão domiciliar de responsáveis por armazenagem em porto

Do UOL, em São Paulo*

05/08/2020 17h36Atualizada em 05/08/2020 18h13

Responsáveis pelo armazenamento de 2.750 toneladas de nitrato de amônio na zona portuária de Beirute, no Líbano, estão sendo mantidos em prisão domiciliar depois da grande explosão de ontem no porto da capital do país. A informação foi divulgada hoje pelo gabinete do presidente Michel Aoun nas redes sociais.

As prisões acontecem sob a Lei de Defesa Nacional e dentro do estado de emergência de 15 dias decretado pelas autoridades após o incidente de ontem, que matou mais de cem pessoas e deixou milhares de feridos.

A ministra da Informação, Manal Abdel Samad, disse durante entrevista coletiva após uma reunião extraordinária do Gabinete que as "autoridades competentes" tomarão todas as medidas legais para aplicar a prisão domiciliar e monitorar os responsáveis.

Segundo a Presidência do Líbano, os proprietários responsáveis pelo armazenamento da substância entre junho de 2014 e ontem estão enquadrados na legislação.

"À luz do declarado estado de emergência, da Lei de Defesa Nacional e de outras leis, a Autoridade Militar Suprema é obrigada a impor prisão domiciliar a quem administra questões de armazenamento de nitrato de amônio", informou o governo local.

De acordo com as autoridades do Líbano, a explosão foi causada pelo armazenamento sem condições ideais de toneladas de nitrato de amônio no local. A BBC informa que a remoção chegou a ser solicitada, mas não ocorreu.

* Com informações da EFE

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