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Jornal: suspeito baleado perto da Casa Branca falou em 'atirar' e 'matar'

10.08.2020 - Policial norte-americano faz segurança nas proximidades da Casa Branca - Brendan Smialowski / AFP
10.08.2020 - Policial norte-americano faz segurança nas proximidades da Casa Branca Imagem: Brendan Smialowski / AFP

Do UOL, em São Paulo

11/08/2020 15h56

O homem baleado por um agente do Serviço Secreto fora da Casa Branca na noite de ontem, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participava de uma coletiva de imprensa, pretendia cometer um ataque.

A informação foi revelada pelo Washington Post, que também identificou o suspeito como Myron Berryman, de 51 anos. O jornal conversou com dois agentes que tiveram acesso ao relatório da investigação.

Segundo eles, o suspeito chegou a gritar: "Eu vou matar vocês! Eu vou atirar em vocês!". O chefe de polícia de Washington D.C., Peter Newsham, disse que o homem irá responder judicialmente por ter agredido um policial.

Thomas Sullivan, chefe da Divisão Uniforme do Serviço Secreto, apontou ao jornal que o homem abordou um policial e disse que tinha uma arma.

Segundo Sullivan, o suspeito correu em direção ao policial e retirou um objeto de sua roupa. O comandante ainda disse que o homem, então, se agachou em uma "postura de atirador", como se estivesse prestes a atirar.

O policial atirou nele, atingindo-o na região do peito, disse Sullivan.

Coletiva de Trump foi interrompida

O caso interrompeu a coletiva do presidente Trump. Ele havia acabado de começar a falar sobre a situação do coronavírus no país quando um agente do Serviço Secreto se aproximou e lhe pediu que saísse da sala.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o diretor do Gabinete Administrativo e de Orçamento, Russ Vought, também foram retirados, e as portas da sala foram trancadas. Os jornalistas permaneceram lá dentro enquanto aguardavam atualizações.

Trump voltou poucos minutos depois. À imprensa, o presidente informou que a situação estava sob controle e que uma pessoa, suspeita de ter disparado o suposto tiro, foi baleada pelo Serviço Secreto e levada para o hospital.

O presidente também elogiou o serviço de segurança da Casa Branca, que, segundo ele, agiu rápida e corretamente.

"Gostaria de agradecer ao Serviço Secreto por fazer seu trabalho sempre rápido e de forma efetiva, mas houve um tiro e alguém foi levado ao hospital. Não sei sobre as condições [de saúde] da pessoa. Parece que ela foi baleada pelo Serviço Secreto, então vamos ver o que vai acontecer", disse Trump.

Questionado pela CNN se havia sido levado para o bunker localizado no subsolo da Casa Branca, o presidente negou, dizendo ter ido ao Salão Oval. Ele também disse não estar abalado com o episódio.

"Me sinto muito seguro com o Serviço Secreto, eles são pessoas fantásticas. São os melhores dos melhores, são muito bem treinados", afirmou. "Eles só queriam que eu me retirasse por um momento para garantir que tudo estava bem do lado de fora."

*Com informações da Ansa

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