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Vídeo mostra agentes colocando capuz em homem negro nos EUA; vítima morreu

Daniel Prude morreu asfixiado após policiais cobrirem sua cabeça com um capuz; caso ocorreu no dia 23 de março - Reprodução/Band
Daniel Prude morreu asfixiado após policiais cobrirem sua cabeça com um capuz; caso ocorreu no dia 23 de março Imagem: Reprodução/Band

Do UOL, em São Paulo

03/09/2020 03h15

Um homem negro morreu asfixiado depois que policiais colocaram um capuz sobre sua cabeça na cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. O caso ocorreu em março, mas as imagens da abordagem policial, gravadas pelos próprios agentes, foram divulgadas nesta quarta-feira (2) pela família da vítima, identificada como Daniel Prude.

A abordagem policial aconteceu no dia 23 de março. A polícia foi acionada pelo própria família de Prude, pois ele aparentava estar com problemas mentais e estava correndo nu pela rua. "Eu liguei (para a polícia) e pedi ajuda para o meu irmão. Não para ele ser linchado", disse Joe Prude durante uma entrevista coletiva.

As imagens mostram Prude já nu e atendendo à ordem dos policiais de ficar no chão. Ele é algemado com as mãos para atrás e deixado deitado no chão, enquanto neva na cidade. Prude começa a se contorcer e grita pedindo pela arma de uma dos policiais. "Me dá sua arma, eu preciso dela".

Logo em seguida, um dos policiais cobre a cabeça de Prude com um capuz, dispositivo que passou a ser usado por agentes de segurança para evitar que a saliva de um detido os atinja durante uma abordagem. O homem pede para os policiais retirarem o capuz, mas eles pressionam o rosto da vítima no chão por cerca de dois minutos. Outro agente coloca os joelhos nas costas de Prude.

Os policiais demonstram preocupação quando Prude para de gritar e de se mover. Os agentes percebem que está saindo água da boca do homem e um deles pergunta se a vítima está vomitando. Os policiais retiram o capuz e as algemas do detido para que um médico possa examiná-lo.

Socorristas aparecem nas imagens tentando reanimar Prude, que é levado para uma ambulância. Segundo a família do homem, ele morreu no hospital uma semana depois da abordagem.

De acordo com a AFP, um médico concluiu que a morte de Prude foi um homicídio em decorrência de complicações causadas por asfixia. O relatório também apontou intoxicação por fenciclidina, uma droga que causa alucinação, como fator que também contribuiu para a morte.

(*com informações da AFP)

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