Topo

Esse conteúdo é antigo

Singapura vai dar bônus financeiro para quem tiver filhos na pandemia

Heng Swee Keat, vice-primeiro-ministro de Singapura, anunciou ajuda para combater queda nas taxas de natalidade - Reprodução/Instagram
Heng Swee Keat, vice-primeiro-ministro de Singapura, anunciou ajuda para combater queda nas taxas de natalidade Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

06/10/2020 14h01

O governo de Singapura decidiu tomar uma medida para evitar a crescente queda na taxa de natalidade durante a pandemia do novo coronavírus no país. Heng Swee Keat, vice-primeiro-ministro da nação asiática, disse ontem que a ideia é dar um bônus financeiro aos pais que tiverem filhos nos próximos meses, como forma de incentivo à população.

Singapura tem tradicionalmente uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo. O cenário vem desde a década de 1980 e é considerado um problema pelo governo, que vê a população envelhecer e ameaçar a prosperidade econômica do país.

"Recebemos uma análise de que a covid-19 fez com que alguns aspirantes a pais e mães adiassem seus planos", afirmou Keat ao parlamento de Singapura. "Para ajudar nas despesas durante este período, vamos introduzir um apoio adicional único para recém-nascidos", completou o vice-primeiro-ministro.

A nova ajuda financeira, que ainda não teve o valor divulgado, se somará a benefícios já pagos pelo governo de Singapura a quem tem filhos. Atualmente, o montante por bebê é de US$ 7.330, equivalente a cerca de R$ 40.660.

Mesmo com um controle exemplar da pandemia, o país asiático vive um momento de grave recessão econômica. A taxa de natalidade caiu ainda mais motivada pela incerteza dos pais sobre o futuro financeiro e o risco de demissões.

Segundo as estatísticas mais recentes do governo, a taxa de fecundidade em Singapura é de apenas 1,14 nascimentos por cada mulher. O número só fica à frente das taxas da Coreia do Sul e Porto Rico de acordo com o Banco Mundial.

Já a pandemia no país asiático teve dados modestos graças às medidas de controle tomadas pelo governo. Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, a covid-19 provocou apenas 27 mortes, mesmo com 57.830 casos registrados de contaminação pelo coronavírus.